Opinião

Trumpismo embala lulismo com protecionismo e afunda bolsonarismo 

Carta de Flávio a Trump expõe crise no bolsonarismo e reforça discurso de soberania de Lula

Donald Trump, Flávio e Eduardo Bolsonaro
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A carta do senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) ao presidente Donald Trump solicitando-lhe que adie vigência do tarifaço sobre economia brasileira, para não facilitar a vitória eleitoral do presidente Lula, é reconhecimento antecipado de derrota política.

Na prática, Bolsonaro revela desespero e culpa Trump, com sua política protecionista, pela ascensão de Lula nas pesquisas eleitorais, que revelam distância crescente em favor do candidato governista ao quarto mandato.

O bolsonarismo está em polvorosa.

A conjuntura em que está metido pelas próprias trapalhadas bolsonaristas e, igualmente, trumpistas, em suas motivações políticas, na tentativa de derrotar o presidente brasileiro, rifa as chances do bolsonarismo, completamente, dividido em correntes inconciliáveis.

Se Trump, que revela entre seu staff ser compromisso moral derrotar o lulismo, reconhece que está, com seu protecionismo anti-Brasil, anti-Lula, agindo erradamente e volta atrás para atender o pedido de Flávio, admite implicitamente que age por motivações não econômicas, mas, essencialmente, políticas.

Se segue adiante, mesmo sabendo que o protecionismo que pratica prejudica o próprio consumidor americano, forçando alta interna da inflação, nos Estados Unidos, garante o que não deseja, ou seja, a vitória lulista.

Assim, o trumpismo político militante trabalha para fomentar o lulismo, que considera adversário, enquanto afunda o bolsonarismo, que tem como aliado.

Trapalhada total do império, que dá chances ao presidente Lula de expor uma comédia política americana em prática contra o Brasil.

Tudo para tentar eleger a direita tupiniquim, que passa a criticar a estratégia da Casa Branca por meio do candidato bolsonarista, apavorado com as derrapadas do laranjão.

FATOR MICHELE E O TERROR VORCARO

Não bastasse isso, Flávio tem pela frente aquela que se transforma na sua adversária maior, Michele Bolsonaro, a madrasta revoltada contra o enteado, que o acusa de diz tê-la humilhado, simplesmente, por ser mulher militante política do bolsonarismo.

O anti-feminismo bolsonarista, que Flávio herdou de Jair Bolsonaro, consequentemente, encarnando-o, propenso ao feminicídio, tende a ser fatal ao candidato, jogando as mulheres – 51% do eleitorado nacional – contra ele, quando a madrasta resolve abandoná-lo.

Para piorar tudo, está grudado em Flávio o escandaloso caso Vorcaro-Master.

O encontro de Flávio Bolsonaro com Gabriel Vorcaro, ex-dono do Master, comandante da maior fraude financeira da história do Brasil, para solicitar ao banqueiro dinheiro para realização do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro, é a prova da condenação de corrupção explícita.

Corrupção e traição da pátria, por ter se colocado a favor do tarifaço trumpista, para prejudicar o governo Lula, prejudicando, por tabela, a população brasileira, condenam Flávio ao tsunami político, que pode levar sua candidatura ao colapso, como já prenunciam as pesquisas de opinião, antes, mesmo, de iniciar a campanha eleitoral.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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