Opinião

Por uma cultura de paz e fraternidade

A construção da paz começa a partir de atitudes pessoais que podem repercutir em diversos campos da vida, no meio ambiente, na sociedade, na saúde coletiva entre outros. Essa discussão se fortalece a partir da crescente visão da interdependência global e da responsabilidade universal pela construção de um novo mundo

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As eleições se aproximam e o debate válido precisa ser feito desde já acerca do que desejamos para Campinas, para onde queremos ir e com quem. 

O nosso desejo lá em casa é contribuir com Políticas Públicas quem enfrentem a tensão entre espaço público e apropriação privada da cidade, pois acreditamos que é hora de refletir sobre a importância da apropriação pública pelos cidadãos da cidade para a melhoria da convivência, o que passa, em nossa opinião, pela revitalização do centro da cidade de Campinas como espaço de lazer, cultura, compras; acreditamos também que cabe à sociedade e ao poder público a tarefa para a construção de um ambiente urbano com cultura de paz.

Nos últimos sete anos muitas coisas positivas aconteceram sob a liderança do Prefeito Jonas Donizette as quais, a nosso juízo, criaram as condições para seguirmos em frente. 

Talvez seja o momento de retomarmos os conceitos do movimento “Cultura de Paz” que se iniciou oficialmente pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1999.

O “Cultura de Paz” e busca prevenir situações que possam ameaçar a paz e a segurança – como o desrespeito aos direitos humanos, discriminação e intolerância, exclusão social, pobreza extrema e degradação ambiental – utilizando com principais ferramentas a conscientização, a educação e a prevenção. 

De acordo com a UNESCO, a cultura de Paz “está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não-violenta de conflitos” e fundamenta-se nos princípios de tolerância, solidariedade, respeito à vida, aos direitos individuais e ao pluralismo. 

A construção da paz começa a partir de atitudes pessoais que podem repercutir em diversos campos da vida, no meio ambiente, na sociedade, na saúde coletiva entre outros. Essa discussão se fortalece a partir da crescente visão da interdependência global e da responsabilidade universal pela construção de um novo mundo e coloca este tema como uma das principais ações educativas, que promovem fontes efetivas de paz no mundo. 

A juventude hoje é que tem sido o maior alvo dos problemas sociais – especialmente jovens negros e mulheres. Problemas políticos e ambientais vem se acumulando em razão de um crescimento sem planejamento das cidades. A violência, o crime e os comportamentos destrutivos estão cada vez mais próximos das nossas vidas e essa realidade coloca os jovens como principais vítimas nos mostra que a nossa grande tarefa transformar estes padrões que tem promovido tanta guerra no mundo e tanta cizânia desnecessária.

Segundo relatórios da OMS a violência mata mais de 1,6 milhões de pessoas no mundo a cada ano e outros milhões de pessoas são mutiladas devido a ataques. 

Os índices de assassinato e violência doméstica, contra crianças, jovens e mulheres, têm crescido espantosamente em várias partes do mundo. A OMS, alerta para a necessidade de se investir em educação para desenvolver uma compreensão diferente da violência, pois muitas pessoas pensam que a violência é algo pessoal e não social, e ignoram as consequências destes atos para a sociedade como um todo.

Por isso tudo desejo que o debate nas próximas eleições leve em conta a proposta da cultura de paz, a busca de alternativas e soluções para estas questões que afligem a nossa cidade e toda humanidade.

Precisamos de um líder que tenha um olhar generoso, não na questão da violência, mas na paz como um estado social de dignidade onde tudo possa ser preservado e respeitado e citando a primeira mensagem do Papa Francisco, o maior desde João XXIII, para o Dia Mundial da Paz, em 2014, devemos desejar e formular a “todos, indivíduos e povos”, votos de uma vida repleta de “alegria e esperança” e ações baseadas na fraternidade. A Fraternidade que se começa a aprender em família, é “fundamento e caminho para a paz”. Não apenas as pessoas, mas também as nações devem se encontrar em “um espírito de fraternidade”, pois a paz é um “um bem indivisível ou é de todos ou não o é de ninguém”.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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