247 – O engenheiro Roberto Moraes, pesquisador da tecnopolítica e da influência das grandes empresas de comunicação no mundo político, falou à TV 247 sobre como as gigantes redes sociais, ao contrário do que se pensava anos atrás, cerceiam o diálogo e, por consequência, a construção política.
Segundo Moraes, a ideia de que o ambiente digital promoveria uma grande discussão entre todo o mundo acerca de todo e qualquer assunto caiu por terra. O que se vê atualmente, de acordo com o engenheiro, é um “salão de lutas” no qual grupos específicos se degladiam com outros e se retroalimentam.
“A gente vive um salão de lutas. Como os guetos estão isolados entre si, o pouco diálogo que há entre eles são as faíscas, então você não tem um diálogo na perspectiva da construção política. Esse mecanismo da tecnopolítica favorece a antipolítica, o antidiálogo, o fim das instituições como intermediadoras de interesses presentes na sociedade que nortearam a democracia ociedental com seus benefícios e males que conhecemos ao longo desse tempo”, contou.
Durante a entrevista, Roberto Moraes também falou sobre o documentário disponível na Netflix “O dilema das redes”, que trata da era tecnológica e dos vícios gerados a partir dela.
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