Leoni: só resistir é jogar no campo deles

O cantor e compostitor Leoni, em entrevista ao economista Eduardo Moreira, destacou que a cultura no Brasil é vista como uma “ameaça” pelas classes dominantes e diz que “só resistir é jogar no campo deles e manter tudo como está. Precisamos inventar outra coisa”

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247 – Convidado especial da live do economista Eduardo Moreira, do Instituto Conhecimento Liberta, o cantor e compositor Leoni ilustra como, diferentemente do mundo convencional, a arte é uma “dimensão” onde todo mundo pode tudo, formando seus próprios conceitos e ideias. “Os artistas têm a capacidade de inventar mundos. Quando fazemos alguma coisa, trazemos para a realidade o que estava dentro apenas da nossa cabeça. E, é claro, esses mundos novos são muito perigosos [para o governo]”, afirma.

Leoni destaca que a cultura é vista como uma “ameaça” pelos políticos, principalmente aquela promovida pelas minorias desde o início da História do Brasil. “Eles são contra tudo aquilo que tem outros valores.” E exemplifica. “Os portugueses chegaram aqui e tentaram destruir a cultura indígena e insistiram na destruição da cultura afrobrasileira. Desde então, a cultura é criminalizada, não é apenas uma questão de silenciá-la.”

O artista diz que a saída é ir além da resistência. “Só resistir é jogar no campo deles e manter tudo como está. Não! Precisamos inventar outra coisa.”

Veja a entrevista na íntegra:

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