Opinião

Agredir e assassinar mulheres é um viés do bolsonarismo

Quando assisti ao vídeo onde patriotas bolsonaristas, provavelmente cristãos, queriam linchar uma mulher que exibia um cartaz de boas-vindas à Bolsonaro, lembrando os quase 500 mil mortos pela covid no país, me lembrei do trecho bíblico onde os fariseus queriam apedrejar uma mulher que teria sido pega em adultério, e foram impedidos por Jesus de fazê-lo. Dessa passagem, cunhou-se a célebre frase: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”.

Nesse episódio ocorrido no aeroporto internacional de Vitória, no Espírito Santo, essa frase pode ser parafraseada com: “Quem aqui nunca bateu em uma mulher, que dê o primeiro tapa” Não tenho a menor dúvida de que, da mesma forma que os fariseus dispersaram frustrados diante da assertividade de Jesus, os homens bolsonaristas ali presentes sairiam pela extrema direita, com o rabo entre as pernas, procurando o rumo da terra plana prometida e planejando como matar Jesus novamente.

Por coincidência, a grande maioria dos autores de agressões contra mulheres são bolsonaristas. Sem medo de estar sendo leviano, eu arriscaria dizer que 90% dos casos de feminicídio no Brasil, foram cometidos por homens que declaravam apoio a Bolsonaro pelas redes sociais. Eu nem sei se pode ser considerado uma simples coincidência, se levarmos em conta os discursos de ódio e a postura machista e misógina do “messias” que eles louvam como salvador.

O fato de o número de crimes cometidos contra mulheres ter aumentando no país, desde que a onda bolsonarista começou a bater por aqui, pode perfeitamente ser associado a esta tentativa de linchamento contra a mulher considerada “adúltera” por não amar a um genocida. O que deveria provocar uma reação, não apenas das mulheres, mas como de toda a sociedade. Não havendo alguém que a protegesse, como felizmente havia um heroico fotógrafo naquele instante, certamente ela teria sido espancada pela horda de sectários do mito.

Agredir e assassinar mulheres é uma das especialidades dos bolsominions. O que não deixa de ser coerente com a função de coautores do genocídio que está em curso, mas que não podemos deixar que se naturalize em sociedade. Cristãos patriotas querendo linchar uma mulher solitária, cujo pecado foi exibir a verdade num cartaz de papelão. Esse é o tipo de gente que faz jejum contra o demônio do comunismo, mas segue alimentando gulosamente os demônios que eles abrigam dentro de si.

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Cortes 247

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