247 – O coronel da reserva Helcio Bruno, presidente do Instituto Força Brasil, disse à CPI da Covid, nesta terça-feira, 10, que não presenciou qualquer pedido de “vantagem indevida” nas negociações ocorridas entre o Ministério da Saúde e a Davati Medical Supply, que tentou vender doses da vacina AstraZeneca para o governo.
O militar foi convocado por ser um possível intermediador entre revendedoras de vacina e o ministério. Em sessão da comissão no Senado, nesta terça, ele se recusou a responder a maioria das perguntas envolvendo a empresa, exercendo seu direito de ficar calado concedido pela ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Helcio Bruno, ele esteve presente em uma com a Davati no Ministério da Saúde, na qual participaram cerca de dez pessoas e cujo intuito inicial era intermediar, por meio de seu Instituto, a negociação de vacinas contra a Covid-19 com o setor privado.
Ele relatou que o “reverendo Amilton [Gomes de Paula] apareceu no IFB [Instituto Força Brasil] e informou que a empresa Davati Medical Supply poderia disponibilizar doses de vacinas contra a Covid-19”.
O coronel entregou à CPI a ata de uma reunião no dia 12 de março e confirmou a presença de representantes da Davati, o reverendo Amilton Gomes de Paula e diversos membros da secretaria-executiva do Ministério da Saúde, incluindo o coronel Elcio Franco, então secretário-executivo.
Helcio Bruno, no entanto, negou que tenha presenciado pedido de propina envolvendo as doses da vacina da AstraZeneca oferecidas pela Davati, que teria ocorrido no dia 25 de fevereiro durante jantar em Brasília.
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