247 – O ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, foi confrontado com documentos que mostram que o órgão sabia das irregularidades que teriam sido cometidas pelo então diretor de Logística do Ministério da Saúde e não tomou providências visando afastá-lo do cargo. Pouco antes ele havia negado ter informações envolvendo Dias. Os documentos mostrados pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tratam da investigação Hospedeiro, desenvolvida pela CGU em outubro do ano passado.
Após o ministro afirmar que não tinha informações sobre o caso, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). “Se a CGU tinha esta informação e o senhor está dizendo que não tinha esta informação, o senhor tem obrigação como ministro da CGU de dizer quem era o servidor que tinha esta informação relacionada ao Roberto Dias, que continuou no Ministério da Saúde. A CGU fez uma operação em outubro do ano passado e o Roberto Dias só foi exonerado após o Dominghetti dizer que pediu um dólar por vacina, seis ou sete meses depois”, disse Aziz.
“Quando falo em prevaricação me refiro a isso. Mas como o senhor não tem conhecimento, alguém prevaricou. Se não foi o senhor, algum servidor foi. Agora vai ter que dizer quem tinha esta informação sobre o modus operandi do Roberto Dias no Ministério da Saúde porque aí sim era obrigação da CGU”, completou.
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