Bolsonaro critica CPI e chama Aziz e Braga de “folgados do Amazonas”

“Chegaram em Brasília para fazer política, abriram a CPI já com o relatório pronto e começaram a torturar muitas pessoas. É isso que fizeram… Interrogavam quem bem entediam e queriam o tempo todo conduzir os depoimentos”, disse Bolsonaro

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247 – Jair Bolsonaro, em entrevista ao programa Alerta Nacional com Sikêra Jr., nesta quarta-feira, 27, criticou novamente a CPI da Covid e chamou Omar Aziz e Eduardo Braga, dois senadores do estado e pertencentes à comissão, de “folgados do Amazonas”. “A CPI chegou bem depois [do início da pandemia]. O G7, tem dois daqui, dois folgados do Amazonas”, disse.

“Chegaram em Brasília para fazer política, abriram a CPI já com o relatório pronto e começaram a torturar muitas pessoas. É isso que fizeram… Interrogavam quem bem entediam e queriam o tempo todo conduzir os depoimentos”, disse Bolsonaro.

Segundo ele, o relatório da CPI prejudica a imagem do país no exterior. “Isso atrapalha a imagem do Brasil. Prejudica os negócios do País. O pessoal de fora fica pensando que o Brasil não tem lei… País com presidente genocida. O único país do mundo que tomamos noticia em que o presidente foi investigado por causa da pandemia foi o nosso”, declarou.

Ainda, afirmou que Aziz e Renildo Calheiros (PCdoB) aprovaram emendas para que governadores e prefeitos comprassem as vacinas a qualquer preço às custas do governo federal.

“O Omar apresentou emenda a uma MP nossa, cujo relator era o Randolfe Rodrigues. Pediam que qualquer prefeito ou governador pudessem comprar qualquer vacina do mundo ao preço que fosse. Imagina a festa que ia ser. Barramos isso e eles ficaram bravos. Essa foi a CPI, não investigavam o tal de Carlos Gabas, que sumiu com R$ 48 milhões e não adquiriu um só respirador”, disse.

Gabas é secretário-executivo do Consórcio Nordeste e foi intimado, como investigado, a depor na CPI, mas permaneceu em silêncio durante todo o tempo da sessão, que ocorreu no dia 6 de outubro, após conseguir na Justiça do Rio Grande do Norte habeas corpus que o deu o direito de não responder nenhum questionamento dos senadores.

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