Trabalhadores fazem novos protestos contra governo colombiano

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Colombiana de Educadores são as principais organizações

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TeleSur – A Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Colômbia anunciou nesta terça-feira que o Comitê Nacional de Paralisação convocou uma nova manifestação pacífica para esta quinta-feira, 25 de novembro, para exigir maior responsabilidade das instituições.

“Neste novo dia exigimos que cesse a violência contra as mulheres que se acentuou neste momento, também para comemorar os dois anos do levante social e os cinco anos da assinatura do Acordo de Paz entre o Estado colombiano e as FARC”, disse o presidente da CUT, Francisco Maltés, segundo a mídia local.

Por sua vez, a Federação Colombiana de Educadores (Fecode) convocou uma greve trabalhista de 24 horas para exigir o cumprimento integral dos acordos firmados com o governo e “em defesa da paz, da vida e da democracia”.

Os grupos sindicais prevêem as principais mobilizações em cidades colombianas como Antioquia, Medellín, La Guajira, Córdoba ou Bogotá, a capital, de acordo com o que veicula na mídia local.

No dia 28 de abril, o Comitê Nacional iniciou uma série de mobilizações que atingiram seu ponto de ebulição entre os meses de maio e junho e que exigiam o estabelecimento de uma renda básica, o fortalecimento da saúde e a formalização do trabalho para enfrentar a pandemia, além de ao apoio econômico às pequenas empresas e à geração de empregos.

Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), no âmbito dos protestos ocorreram cerca de 80 mortos e mais de 1.200 feridos.

Além disso, a procuradora-geral da nação, Margarita Cabello, reconheceu que houve “excessos” das forças de segurança durante muitos momentos dos protestos e criticou a ilegalidade e o vandalismo que causaram um desequilíbrio institucional em algumas regiões.

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