247 – O historiador Michel Gherman, professor da UERJ e um dos maiores especialistas do Brasil em estudos judaicos, critica setores da esquerda brasileira que torcem por um lado ou outro na guerra entre Rússia, Ucrânia e países da OTAN. “Há um certo tesão da esquerda em relação à guerra”, diz Michel Gherman. “São irmãos matando irmãos”.
Gherman também afirma que o mundo assiste a uma disputa de hegemonias. “O projeto da Rússia não é libertador para as classes trabalhadoras. Putin é herdeiro de Stalin, não de Lenin”, diz ele. “O Brasil precisa de uma proposta civilizatória revolucionária, e não dominadora. O Brasil deve ser uma potência libertadora”, acrescenta.
Na sua visão, a perspectiva ideológica de Putin é de extrema-direita. Na entrevista, concedida ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, Gherman também fala sobre as semelhanças das narrativas da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a entre Israel e Palestina. “O discurso de Putin em relação aos ucranianos lembra o da direita israelense em relação aos palestinos”, aponta. “A direita israelense também falava em desnazificação da Palestina”, lembra.
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