Opinião

Implosão da terceira via ajuda Bolsonaro

“A terceira via impede o crescimento de Bolsonaro. Se ela acabar, a maioria de seus eleitores tende a aderir mais a Bolsonaro que a Lula”, escreve Alex Solnik

Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Por Alex Solnik 

A terceira via não tem espaço.

Não é de agora, mas fica cada vez mais nítido que Lula e Bolsonaro somam 70% das intenções de voto dos brasileiros. Lula na faixa dos 40% e Bolsonaro na dos 30%.

Tirando os 10% dos que votam nulo e os 8% de Ciro Gomes – que não faz parte da terceira via – sobra para a terceira via 12% do eleitorado.

Com 12% ninguém chega ao segundo turno.

A terceira via não tem nome.

Todos os lançamentos da terceira via fracassaram. Huck, Mandetta, Pacheco caíram fora antes de começar. Moro começou soltando fogos, mas viu-se logo que era só um traque. Dória não consegue sair de 2%. Eduardo Leite, dono de 1%, tenta se iludir e vender ilusões.  

Nenhum nome deslancha porque a terceira via, para dar certo, precisa de alguém que ganhe de Bolsonaro no primeiro turno e de Lula no segundo. Esse alguém não existe.

A terceira via não tem vida própria.

Trata-se de um conglomerado de direitistas e ex-bolsonaristas. Para se viabilizarem, têm de tirar votos de Bolsonaro, que já têm os 30% do eleitorado de direita. De Lula não vão tirar. Para tirar votos de Bolsonaro, precisam provar que são mais antipetistas que ele. E que podem derrotar Lula.    

A terceira via impede o crescimento de Bolsonaro.

Se a terceira via acabar, a maioria de seus eleitores, por afinidade, tende a aderir mais a Bolsonaro que a Lula.

A implosão da terceira joga a eleição direto no segundo turno.

E ajuda Bolsonaro.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias