O que aparenta ser benefício é, na verdade, uma resposta crua, azeda e cheia de ironia a taxistas e caminhoneiros que votaram e continuam apoiando em larga escala o governo da morte e da fome.
Assim como os carteiros, taxistas e caminhoneiros foram duas categorias importantes no golpe contra o Brasil, no suporte das manifestações para o ‘impeachment’ da Presidenta Dilma Rousseff, na manutenção do massacre da mídia contra o PT e na condução de um sociopata à presidência da república.
No sete de setembro do ano passado, quando havia uma expectativa de que seria decretado ‘estado de sítio’, vimos caminhoneiros comemorando nas estradas bloqueadas, a decretação do estado de sítio, de defesa, de calamidade, de guerra e o escambau, em uma atitude bizarra depois de um alarme falso disparado nas redes sociais.
Quando entramos em um táxi na cidade do Rio, quase sempre o motorista faz um comentário que dá a entender que ali, dirigindo aquele carro, está um bolsonarista e um antipetista raiz, que um dia disse que o Bolsa Família era esmola, que não percebe que o governo que ele apoia está despejando profissionais de outras áreas para disputar espaço, ou seja, não compreende o fenômeno da uberização.
Sinceramente, não entendo como categorias tradicionais e imprescindíveis à sociedade, compostas por incansáveis trabalhadores que criam seus filhos com dificuldade, escravos de um volante, sem privilégios, sem aristocracia, podem se sentir representadas por um déspota servil e fascista, que não vale a nota fiscal de uma carga Rio/Magé e o valor de uma ‘corrida’ Meier/Marechal Hermes.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão