247 – O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra pessoas e empresas brasileiras levaram a corporação a antecipar a deflagração da Operação Exchange, voltada ao combate a uma suposta rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As declarações foram dadas durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília.
A antecipação da operação teve impacto direto sobre os resultados da ação, especialmente em relação à tentativa de capturar o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que não foi localizado e passou a ser considerado foragido da Justiça.
De acordo com Andrei Rodrigues, a decisão de adiantar a operação ocorreu após o governo dos Estados Unidos anunciar, na última quarta-feira (1º), sanções contra Shimada e outras pessoas investigadas por suposta ligação com o PCC.
Durante a conversa com jornalistas, o diretor-geral da PF afirmou que a mudança no cronograma da operação comprometeu o resultado esperado.
“[A sanção dos EUA] alterou a nossa ação. Houve uma antecipação. Mas, de fato, não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, a gente teria localizado essa pessoa [Shimada], mas infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo há investigação”, declarou Andrei Rodrigues.
A Operação Exchange foi deflagrada nesta sexta-feira com o objetivo de desarticular um esquema investigado por lavagem internacional de dinheiro atribuída ao PCC. Embora Shimada não tenha sido encontrado, os agentes prenderam Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, outra brasileira que também foi alvo das sanções anunciadas pelos Estados Unidos.
Segundo as autoridades norte-americanas, Victor Henrique de Oliveira Shimada é apontado como um “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. Ainda conforme o comunicado divulgado pelos EUA, o empresário é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões — cerca de R$ 156 milhões — provenientes de atividades ilícitas em diversas cidades norte-americanas.
As investigações indicam que o esquema utilizava criptomoedas para transferir recursos de origem criminosa de volta ao Brasil em benefício da organização criminosa. Além da lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de drogas, Shimada também é acusado de participação em outros crimes financeiros.
As sanções impostas pelos Estados Unidos determinam, entre outras medidas, o bloqueio de eventuais bens do empresário em território norte-americano.
Já Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa durante a operação da PF, também foi incluída na lista de sancionados pelos EUA. Conforme as autoridades norte-americanas, ela é parente de Shimada e teria atuado como sua secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, prestando apoio logístico considerado essencial para o funcionamento da rede investigada de lavagem de recursos ligada ao PCC.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão