Antes dessa confusão toda do golpe de 8 de janeiro que tentou derrubar Lula do poder nas suas primeiras horas, quando o chefe da inteligência do presidente era o general G Dias, agora em desgraça política, travei contato aleatório com ele ainda no governo Dilma.
Conheci o general no escritório do ex-assessor de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, no edifício da Confederação Nacional da Indústria(CNI) quando era diretor do Senai no governo da ex-presidenta.
G. Dias fora levado para lá depois de ser homem forte de Lula comandando a inteligência estratégica lulista no Planalto.
Bem humorado, chegado a uma piada como forma relaxante de iniciar uma conversa, contou-nos a mim, a um amigo médico e consultor aposentado do Senado, ao lado de um assessor de Gilberto, um episódio interessante da viagem dele e do presidente Lula que fizeram a Havana em missão especial.
Como se sabe, o comandante da gloriosa Revolução marcava as audiências de madrugada, sendo notívago, para esticar conversas sem hora para terminar.
No momento da audiência combinada, Fidel abriu a porta do gabinete, todo efusivo, pegou Lula pelo braço e o adentrou no escritório presidencial, com chefe do Planalto seguindo à frente do comandante.
De pronto, Fidel estacou e perguntou a Lula:
– Quem é seu acompanhante? Vai nos acompanhar?
Lula respondeu:
– Não, Fidel, ele vai nos aguardar na ante sala.
Naquela circunstância nada trivial, Fidel perguntou:
– Quem é ele?
Lula: – O general G Dias, chefe de inteligência do meu governo.
Imediatamente, o comandante Fidel foi ao encontro de G Dias, pegou-o pelo braço e adentrou-o ao gabinete ao lado de Lula.
E acrescentou todo solícito:
– Presidente, os militares são os nossos guardiões maiores.Merecem ser honrados.
G Dias participou de toda conversa entre os dois líderes e recebeu um abraço prolongado do chefe da Revolução no final do encontro já ao raiar do dia.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão