Opinião

“Fahrenheit 451” é aqui

Tal como na distopia escrita em 1953 e filmada em 1966, Tarcísio de Freitas vai queimar livros didáticos para destruir o conhecimento

Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite
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Quando eu soube que o governador de São Paulo planeja abolir os livros das escolas públicas – tablet não é livro – me veio imediatamente à cabeça o genial filme de François Truffaut baseado no genial livro de Brad Bradbury.

Tal como na distopia escrita em 1953 e filmada em 1966, Tarcísio de Freitas vai queimar livros didáticos para destruir o conhecimento. E condenar as futuras gerações à ignorância. Quem é ignorante desconhece seus direitos. Inclusive o direito à liberdade. Por isso o seu plano é um atentado ao estado democrático de direito.

Quando eu soube que ele aplaudiu a operação da PM que executou a sangue frio entre 14 e 19 pessoas no Guarujá me veio imediatamente à cabeça o Haiti, de cujo banho de sangue o atual governador paulista participou como militar.

Se ele quer transformar São Paulo em Haiti ou em “Fahrenheit 451” vai encontrar forte resistência dos paulistas, seja qual for sua ideologia.

Ele poderá ser conhecido no futuro como Tarcísio, o Breve.

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Cortes 247

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