247 – Em uma entrevista à TV 247, o advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, fez uma análise contundente da atual situação política no Brasil, destacando dois grupos de atores que desempenham papéis distintos no cenário político do país. A primeira categoria identificada por Aragão é a “ultradireita”, que, segundo ele, confunde o governo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e acredita que o STF segue a agenda do governo Lula. Aragão enfatiza que essa percepção não corresponde à realidade. Ele considera essa abordagem da ultradireita como um equívoco político.
“O outro grupo (centrão) está usando o conflito, declarando bloqueio das agendas no Congresso para botar o governo contra a parede. Aproveitando esse argumento cretino da ultradireita de que o governo e o Supremo estariam num conluio. Estão só usando isso para botar Lula contra a parede. É uma extorsão (cometida pelo Congresso) da forma mais rasteira. Chantagista nunca vai parar de chantagear. É uma coisa que precisa de coibida”, afirmou Eugênio Aragão.
É um confronto aberto com o Supremo (aprovar Marco Temporal). E conseguiram assinaturas mais uma Emenda Constitucional mais absurda para o Congresso ter poderes de cancelar decisão do Supremo. É o absurdo do absurdo. O artigo 60 da Constituição, parágrafo 4, é muito claro: emendas constitucionais não poderão ter projeto, ataques à separação dos Poderes. Controle de constitucionalidade é papel do Supremo e não do Congresso.
O advogado argumenta que, historicamente, o Centrão era influenciado por cargos e recursos, mas durante os quatro anos do governo Bolsonaro, ocorreu uma mudança significativa de poder, com os presidentes da Câmara e do Senado assumindo papéis de liderança. Essa mudança, segundo Aragão, não será revertida facilmente.
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