“Parabéns às relações democráticas entre o Brasil e São Paulo”.
Com essa frase, que parece extraída de uma declaração de 1932, o presidente Lula encerrou seu discurso no Porto de Santos, agora há pouco.
Além de encerrar o discurso, a frase encerra o estranhamento inicial entre o governador de São Paulo, eleito pelo bolsonarismo, e o governo federal.
É o fim da “guerra fria” entre São Paulo e o Brasil.
Lula fez dois desagravos.
Ao governador Tarcísio, que foi apupado pela plateia de trabalhadores do porto, majoritariamente petista, e ao ministro Fernando Haddad, que foi alvo de fogo amigo em dias recentes.
Tarcísio também não economizou elogios a Lula e anunciou outras parcerias com o governo federal. São Paulo precisa do Brasil e o Brasil precisa de São Paulo.
Com o fim da guerra fria, ganha São Paulo, ganha o Brasil e ganham os brasileiros.
Presidente da República não pode ter inimigos” disse Lula.
Disse-o bem. É isso que o Brasil espera de um estadista.
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