Opinião

A única chance de Ricardo Nunes é se afastar de Bolsonaro

“Não dá para acender uma vela para Covas e outra para Bolsonaro”, diz Alex Solnik

Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes
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Tudo indica que o maior ativo político de Ricardo Nunes, na disputa pela reeleição, é Bruno Covas, de quem foi vice e a quem substituiu após sua morte.

É impossível preservar essa herança e ao mesmo tempo negociar a posição de vice com Bolsonaro. Ou seja: compartilhar o governo com essa seita que desgraça o país desde 2018.

Bruno Covas foi o oposto de tudo o que Bolsonaro é.

O sobrenome Covas sempre foi e sempre será associado à luta contra a ditadura, representado pelo ex-governador Mário Covas, avô de Bruno, enquanto o de Bolsonaro está ligado, dentre outros crimes, à tentativa de implantar uma ditadura.

Não dá para acender uma vela para Covas e outra para Bolsonaro.

Ao verbalizar o desejo de apoio de Bolsonaro, Nunes trai a memória da família Covas e se aproxima de um ex-presidente que, mais dia, menos dia, será preso e expurgado para sempre da vida política.

Negociar apoio de Bolsonaro é abraçar o afogado.

A única chance de Nunes se reeleger é se afastar dele.

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Cortes 247

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