Agência Sputnik – Volker Turk, o alto comissário da ONU para os direitos humanos, criticou duramente Israel na segunda-feira por ordenar aos palestinos que saíssem do leste de Rafah antes de uma nova ofensiva terrestre.
“Isto é desumano. É contrário aos princípios básicos das leis humanitárias internacionais e dos direitos humanos, que têm a proteção efetiva dos civis como a sua principal preocupação”, disse ele.
Estima-se que 1,3 milhões de pessoas estejam abrigadas na cidade do sul de Gaza desde que Israel montou uma campanha militar em outubro para derrotar o Hamas. Mais de 34.500 palestinos foram mortos na operação, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
O chefe dos direitos humanos da ONU disse que a ofensiva de Rafah só aumentaria o sofrimento no terreno. Ele estimou que centenas de milhares de pessoas teriam de ser novamente deslocadas, deslocando-se para áreas onde o abrigo é escasso e a assistência humanitária é praticamente inexistente.
“Os habitantes de Gaza continuam a ser atingidos por bombas, doenças e até pela fome. E hoje, disseram-lhes que devem deslocar-se mais uma vez à medida que as operações militares israelitas em Rafah aumentam”, disse ele.
Os ataques aéreos israelenses teriam matado pelo menos 26 palestinos em Rafah durante a noite, a maioria deles crianças e mulheres. Israel fechou duas passagens para Rafah na segunda-feira, interrompendo os escassos fluxos de ajuda humanitária para a cidade já superpovoada.
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