247 – O Ministério da Justiça e a Polícia Federal formaram uma força-tarefa no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para acelerar a análise dos pedidos de refúgio de centenas de estrangeiros que estão acampados na área restrita do aeroporto, destaca o Metrópoles. Na manhã desta sexta-feira (14), a Polícia Federal informou que havia 260 pessoas nessa situação, a maioria de origem asiática. Na terça-feira (11), esse número chegou a 383.
Na quinta-feira (13), representantes do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Agência da ONU para Refugiados (Acnur), concessionária GRU Airport e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniram para discutir a situação. A plataforma do Ministério da Justiça para registro de refugiados apresentou falhas nos últimos dias, causando atrasos e um acúmulo de solicitantes no aeroporto. Segundo o órgão, o sistema foi normalizado e o processamento dos pedidos deve ser regularizado em breve.
Desde agosto de 2022, o Brasil tem recebido um número crescente de afegãos fugindo dos conflitos internos provocados pelo grupo extremista Talibã. Muitos desses refugiados ficaram acampados no aeroporto por meses, enfrentando condições precárias e surtos de sarna. Entre setembro e outubro do ano passado, os refugiados foram transferidos para abrigos no litoral e no interior do estado de São Paulo.
O governo federal, em parceria com o governo estadual e as prefeituras de Guarulhos e Praia Grande, organizou a transferência de refugiados para a Colônia de Férias do Sindicato dos Químicos em Praia Grande, antes de serem encaminhados a um abrigo em Guarulhos.
Uma nova reunião está prevista para o dia 27 de junho, onde os órgãos envolvidos deverão apresentar propostas para melhorar os serviços prestados aos refugiados e evitar a repetição dos problemas recentes.
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