A nova presidenta do México, Claudia Sheinbaum, ao contrário do presidente Lula, não embarcará em proposta orçamentária neoliberal que prevê déficit zero no seu primeiro ano de governo, que cobrirá 2024-2030.
Ela trabalhará com déficit de 3% do PIB para garantir investimentos sociais de 300 bilhões de pesos, o que assegurará desenvolvimento sustentável.
Ou seja, em vez de enxugar gastos sociais para pagar juros e amortizações da dívida pública, como impõe o mercado financeiro, em aliança com Congresso e Banco Central Independente neoliberais, como ocorre no Brasil, a nova presidenta faz o inverso: aposta no dinamismo econômico, mediante incremento da demanda social.
Priorizará fortalecimento das forças produtivas, para dispor de resultado suficiente em arrecadação, para cumprir seus compromissos financeiros.
Priorizar o desenvolvimentismo e não o financismo neoliberal, como ocorre, no Brasil, nesse momento, é o norte do governo de esquerda, sob comando de Claudia Sheinbaum.
Para tanto, ela disporá de apoio suficiente no parlamento para tocar a administração, visando a sustentabilidade popular, na linha herdada por López Obrador.
Infelizmente, Lula, ao contrário de Sheinbaum, não dispõe de maioria no Congresso, embora as pesquisas populares o coloquem em primeiro lugar no plano nacional.
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