Opinião

Atentados terroristas serão uma realidade a partir de agora

O golpe à democracia alimentou a cadela do fascismo que pariu vários monstros

Terrorista bolsonarista se mata na Praça dos Três Poderes, Brasília-DF
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Quando o extremista de direita, Francisco Wanderley Luiz, natural de Santa Catarina, filiado ao PL, que participou de movimentos em frente à quartéis do exército, que se colocou contra o resultado da eleição que elegeu Lula, que mantinha seu perfil nas redes sociais vestido com a camisa da CBF, que usava boné com a inscrição “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, que apoiou os atos antidemocráticos de oito de janeiro saiu de casa em Ceilândia, para onde havia se mudado há três meses, para comprar fogos de artifícios e transformá-los em bombas para atingir o STF, causando sua própria morte, não era mais o pacato chaveiro, filho, irmão, pai e amigo conhecido pelas pessoas do seu entorno.

Francisco deixou de valorizar sua rotina, seus hábitos, prazeres e ofício para penetrar em um mundo de trevas e ódio. Sua metamorfose, como a de muitos outros, teve início quando a Rede Globo inflamou a Operação Lava-Jato para destruir o Partido dos Trabalhadores, o governo da Presidenta Dilma e Luiz Inácio da SIlva. Foram horas incontáveis no Jornal Nacional de ataques difamatórios, mentiras, acusações, julgamentos e condenações. As igrejas neopentecostais entraram como aliadas e difundiram o discurso de ódio ao PT entre seus seguidores.  

O golpe à democracia alimentou a cadela do fascismo que pariu vários monstros, que unidos geraram um ser maligno que passou a representar o grupo e guiá-los pelo reino da estupidez, negacionismo, ignorância. Francisco Wanderley, o que acordou no último dia 13 pensando que viraria mártir, passou por esse processo e perdeu sua identidade, não era mais reconhecido desde que passou a adorar o seu líder mais do que sua própria família, até mais do que a si próprio.

É de lamentar o ocorrido, mas fica o alerta para todos nós que temos por perto um Francisco Wanderley na família, trabalho ou na vizinhança, porque são pessoas inimigas da democracia, ciência, direitos humanos, educação, igualdade social e do estado democrático de direito. São pessoas que podem estar limando uma chave, por exemplo, e guardar uma bomba dentro da gaveta.  E temos que aceitar: atentados terroristas serão uma realidade a partir de agora.

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Cortes 247

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