De Bolsonaro a Nikolas, parte da nossa sociedade, através do voto, segue produzindo um excremento político que sufoca a todos com o mau cheiro de sua “ideologia” e a podridão de sua conduta. Um nunca escondeu a sua essência torturadora e assassina, e chegou à Presidência dizendo com orgulho que a sua especialidade era matar. Outro tenta esconder a sua verdadeira essência e a sua sexualidade mal resolvida, atacando mulheres trans e fazendo política sob a bandeira da molecagem e da mentira.
Ambos usaram a tribuna do parlamento para disseminar as suas verdades criminosas e não foram punidos por isso. Bolsonaro teve a oportunidade de governar e destruir o Brasil com o seu ódio às minorias, o seu negacionismo e a sua pulsão de morte, que resultaram na perda de mais de setecentas mil vidas durante a pandemia, no aumento da violência contra negros, mulheres e LGBTQIA+, e na devolução do país ao mapa da fome. Nikolas terá a oportunidade de fazer ainda pior, se não for parado a tempo e dentro da lei.
Se Bolsonaro, que nunca escondeu quem realmente era, conseguiu fazer o estrago que fez, imaginem um jovem evangélico, com carinha de bom moço, fala articulada e que tem na mentira a sua principal “virtude”. Se o diabo (para quem crê na sua existência) é o pai das fake news, Nikolas é o seu primogênito. O ungido do senhor dos enganos para acabar de destruir o que ainda nos resta. Conhecereis a mentira e ela vos libertará das armadilhas da extrema-direita.
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