Governador do Maranhão diz que queda de aprovação de Lula no Nordeste é “passageira”

Carlos Brandão (PSB) defende mais diálogo entre o governo federal, o agronegócio e os evangélicos

Carlos Brandão e Lula
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247 – O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), minimizou a queda na popularidade do presidente Lula (PT) no Nordeste, afirmando que se trata de um fenômeno “passageiro”. Em entrevista ao jornal O Globo, ele apontou a alta dos alimentos como principal fator para essa oscilação, mas demonstrou otimismo em relação às medidas do governo para reverter a situação. Além disso, defendeu que o governo federal precisa fortalecer o diálogo com setores estratégicos, como o agronegócio e os evangélicos, para garantir maior estabilidade política.

Alta dos alimentos e medidas para recuperação da popularidade – Carlos Brandão destacou que a alta no preço dos alimentos tem afetado diretamente as classes mais vulneráveis, impactando a avaliação do governo no Nordeste. No entanto, ele acredita que iniciativas como a isenção de tributação sobre produtos da cesta básica e a implementação do Novo PAC ajudarão a recuperar a confiança da população. “Este também será o ano de tirar do papel as obras do Novo PAC, o que vai melhorar a avaliação do governo”, afirmou.

Para reforçar o combate à fome no estado, o governador criou o programa “Maranhão Livre da Fome”, que complementa o Bolsa Família com um auxílio de R$ 200 para famílias em situação de vulnerabilidade. O programa é financiado por um imposto sobre armas, munições, cigarros e aeronaves, gerando cerca de R$ 30 milhões mensais.

A necessidade de diálogo com agronegócio e evangélicos – Brandão também destacou que o governo federal precisa estabelecer uma relação mais próxima com o agronegócio e os evangélicos, grupos que têm tido atritos com a atual gestão. “Eu disse ao presidente sobre essa questão dos evangélicos e do agro. Deixar essa questão ideológica um pouco de lado”, defendeu. Ele citou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), como uma ponte eficiente entre o governo e o setor agropecuário.

Distanciamento de Flávio Dino e mudanças na base aliada – Na entrevista, Brandão também falou sobre seu afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de quem foi vice-governador. Ele afirmou que, embora não tenha rompido totalmente com Dino, a relação política se distanciou após a nomeação do ex-governador para o STF. “Depois de governar, é preciso esquecer que foi governador”, disse, sugerindo que interferências podem gerar conflitos.

Sobre a relação do governo federal com o Centrão, Brandão minimizou os rumores de um possível afastamento de partidos aliados e citou o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), que teria garantido a permanência do PP na base.

Perspectivas políticas para 2026 – Questionado sobre uma possível candidatura ao Senado em 2026, Brandão afirmou que ainda é cedo para tomar decisões. “Se antecipar a discussão, as pessoas ficam focadas na política e não enxergam suas entregas”, ponderou.

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