247 – O general da reserva Walter Braga Netto afirmou, em alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não teve participação no suposto plano denominado “Punhal Verde Amarelo”. O ex-ministro da Defesa também disse que não entregou dinheiro ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
No STF, Braga Netto é réu junto com mais 30 pessoas, incluindo o tenente e o próprio Bolsonaro.
De acordo com informações da Procuradoria-Geral da República (PGR), um encontro realizado na casa de Braga Netto e a entrega de dinheiro teriam relação com o “Punhal Verde Amarelo”, apontado como parte de um plano golpista, que envolvia matar o então presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A defesa afirma que o general não possui qualquer relação com o documento e contesta seu próprio caráter de “plano”. “O tal documento sequer pode ser chamado de plano, pois não define nenhuma espécie de objetivo concreto. Cita diversos alvos (‘Jeca, Joca, Juca…’) e não define ação específica (tiro, envenenamento, uso de química, artefato explosivo…)”.
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