247 – O Supremo Tribunal Federal aplicou nesta quinta-feira (11) uma pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão ao deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) no inquérito da trama golpista. Ele era o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência e a Procuradoria-Geral da República acusou o atual parlamentar de usar a estrutura da Abin para espionar ilegalmente adversários políticos do bolsonarismo.
O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista na Corte, votou para aplicar uma pena de 17 anos ao deputado. A ministra Cármen Lúcia votou para condenar Ramagem a 16 anos. Em seguida, Moraes mudou o seu voto para acompanhá-la. Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin também acompanharam.
A Procuradoria-Geral da República acusou Ramagem de usar a Abin para espionar adversários políticos do bolsonarismo e também de ter atuado para sustentar a narrativa de fraude nas eleições.
O ex-diretor da Abin foi um dos oito réus condenados pelo STF. Os outros foram Jair Bolsonaro, o ex-comandante Almir Garnier Santos, o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, o general Braga Netto, o ex-ministro Anderson Torres e o tenente-coronel Mauro Cid.
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