247 – A 99, controlada pela chinesa Didi, antecipou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (15), os planos de expansão de sua plataforma de entregas no Brasil. O encontro, realizado no Palácio do Planalto, reuniu o CEO da Didi, Will Wei Cheng, e o diretor-geral da 99 no País, Simeng Wang, que apresentaram estratégias e anunciaram novos aportes.
Segundo comunicado oficial do governo, a companhia vai investir R$ 2 bilhões na operação brasileira até 2026, em especial na 99Food, que voltou a funcionar em São Paulo e na região metropolitana em setembro. O objetivo é conquistar escala nacional até 2026, em um movimento que intensifica a disputa direta com o iFood, hoje líder absoluto do setor.
Os executivos da 99 e da DiDi também anunciaram um pacote de R$ 6 bilhões para trazer benefícios e oportunidades de ganho para entregadores do Brasil. A iniciativa inclui crédito, locação e iniciativas de eletromobilidade, para facilitar o acesso a motos e bicicletas elétricas para entregadores.
Competição acirrada e regulação
O relançamento da 99Food deflagrou o que analistas já chamam de nova “guerra dos aplicativos”. A plataforma passou a abordar ativamente estabelecimentos que antes operavam de forma exclusiva com o iFood.
Debate legislativo em andamento
No último dia 10 de setembro, a Câmara aprovou a urgência de um projeto da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), que obriga empresas de delivery a pagar vale-refeição de R$ 20 a cada quatro horas de trabalho ininterruptas, ou seis horas alternadas.
O governo, no entanto, planeja ir além do benefício pontual e avançar com uma legislação previdenciária específica para os trabalhadores de aplicativos. Nos bastidores políticos, a pauta é vista como potencial trunfo eleitoral para o PT em 2026.
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