Empenhado em sabotar, por todos os meios, a consolidação do governo Lula, que trava uma luta respeitável para diminuir o sofrimento de brasileiras e brasileiros em uma conjuntura internacional especialmente adversa, o bolsonarismo acaba de sofrer uma derrota em um terreno que imaginava especialmente favorável.
Embora tenha feito o possível para sabotar a retomada de tratativas comerciais entre Brasil e EUA, parceiros com vários séculos de confiança acumulada, o bolsonarismo quebrou a cara diante de uma retomada nas negociações entre os dois governos, que incluiu até um diálogo por telefone entre Lula e Trump.
“Entre Trump e Lula prevaleceu o cálculo estratégico que sempre sustentou a diplomacia americana. Até Trump parece ter percebido que não tem interesse em continuar apadrinhando um condenado por atentar contra as instituições democráticas”, observa o colunista Carlos Pereira ao comentar as tratativas comerciais entre a Washington de Trump e a Brasília de Lula.
Para o colunista, com longa experiência em coberturas internacionais, a decisão de Trump indica que Bolsonaro pode ter se tornado um ativo tóxico — personagem sem lugar nas tratativas diplomáticas, de quem as partes só querem distância, pois não merece atenção nem confiança.
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