247 – O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de liderar um esquema de corrupção na gestão de hospitais federais no Rio de Janeiro durante o governo de Jair Bolsonaro. As declarações foram feitas em entrevista ao Amado Mundo. Segundo o parlamentar, o senador teria exercido influência direta sobre indicações políticas e processos de contratação ligados à estrutura hospitalar federal no estado.
“Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, que ganhariam ou que perderiam… Tudo isso estava dentro do grupo, cujo cabeça é o senador Flávio Bolsonaro”, afirmou Otoni de Paula. O deputado disse que o filho do ex-presidente seria responsável por indicar nomes para cargos estratégicos nos hospitais federais fluminenses.
Ele também declarou que o governo federal possui informações detalhadas sobre um “possível esquema armado”. De acordo com o deputado, esse material pode ser utilizado no debate público durante o período eleitoral. Ele classificou o conteúdo como um “teatro de horrores a céu aberto, mostrando a verdadeira face corrupta e também criminosa” de Flávio Bolsonaro.
O parlamentar avaliou ainda que eventuais denúncias podem comprometer o desempenho político de Flávio Bolsonaro. Para ele, a posição do senador em pesquisas eleitorais não se sustentaria diante de questionamentos éticos. “A fragilidade moral fará com que ele não se sustente por muito tempo à frente de nenhuma pesquisa”.
Otoni também criticou a atuação política da família Bolsonaro, afirmando que há um distanciamento de outros grupos da direita. “Como, para os Bolsonaros, só quem presta é a família Bolsonaro, e o resto é tudo coadjuvante que depende da família Bolsonaro, não restou outra coisa para a direita bolsonarista a não ser o senador Flávio Bolsonaro”.
O deputado defendeu a busca por outras lideranças no campo conservador e citou nomes como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite como possíveis alternativas. Otoni de Paula afirmou ainda que protocolou um pedido de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro junto à Procuradoria-Geral da República. Ele declarou que a medida se baseia na avaliação de que o cenário político estadual não reúne condições para decisões legítimas sobre o Executivo.
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