247 – O governo de Cuba confirmou nesta terça-feira (14) que libertará 553 prisioneiros após a decisão dos Estados Unidos de retirar o país da lista de patrocinadores do terrorismo, de acordo com reportagem da DW. A medida foi anunciada pelo presidente americano Joe Biden nos últimos dias de seu mandato, antes da posse de Donald Trump.
O anúncio conjunto de Washington e Havana foi mediado pelo Vaticano, com apoio dos governos do Brasil e da Colômbia, e sinaliza uma possível reaproximação entre os dois países. No entanto, a retomada de Trump ao poder pode reverter esse avanço, já que ele indicou a possibilidade de restabelecer a designação de Cuba como patrocinador do terrorismo, decisão que impõe sanções financeiras severas.
A Casa Branca destacou que a exclusão de Cuba da lista estava condicionada à libertação dos detentos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, os 553 prisioneiros beneficiados foram condenados por diversos crimes e serão liberados de forma gradual.
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