247 – Milhares de cubanos participaram nesta sexta-feira (22) de uma manifestação em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana, após a Justiça estadunidense apresentar uma denúncia contra o ex-presidente e líder revolucionário Raúl Castro no caso do abatimento de dois aviões civis há 30 anos. O governo da ilha classificou a acusação como baseada em alegações “espúrias” e afirmou que a medida integra a política do presidente Donald Trump de ampliar a pressão contra Cuba.
Segundo a agência Reuters, o ato começou pouco depois do amanhecer na região litorânea da capital e reuniu autoridades, parlamentares e apoiadores da Revolução Cubana. Raúl Castro, de 94 anos, não participou da mobilização. Manifestantes carregaram bandeiras cubanas e entoaram palavras de ordem como “Viva Raúl!” e “Pátria ou Morte!”.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o primeiro-ministro Manuel Marrero participaram do ato, assim como integrantes da família Castro, incluindo Mariela Castro, Alejandro Castro e Raúl Rodríguez Castro.
Rodríguez Castro, conhecido em Cuba como “Raulito” e “El Cangrejo”, costuma atuar como segurança do avô. Na semana passada, ele participou de um encontro com o diretor da CIA, John Ratcliffe, durante uma rara visita de um chefe da agência de inteligência estadunidense a Havana.
Após a manifestação, Mariela Castro afirmou à imprensa estatal cubana que o pai estava bem. “Raúl está muito bem, muito calmo, como um velho guerrilheiro; ele observa e sorri. Ele sempre disse: ‘Ninguém me leva vivo; vão me pegar lutando’”, declarou.
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