TeleSur – Haiti segue nesta terça-feira mais um dia de greve contra o ambiente de violência que desencadeou os números de sequestros e assassinatos nos últimos meses, enquanto o governo interino luta sem resultados com o vasto controle de gangues armadas nos bairros pobres da capital, Porto Príncipe.
O setor de transportes convocou uma greve ilimitada para denunciar a situação no país, reforçada desde a posse do presidente Jovenel Moïse em julho passado e da qual os motoristas são vítimas frequentes.
Vários deles perderam a vida tentando atravessar Martissant, na saída sul de Porto Príncipe, enquanto outros ficaram feridos e outros tiveram seus veículos despojados nos assaltos à mão armada ou sequestrados.
Nas bases de transporte da capital, os chamados táxis “tap tap” e pequenas vans não transportavam passageiros, enquanto os mercados e pequenos negócios permaneceram fechados, embora o comércio informal funcionasse em menor escala em algumas áreas da capital.
Em áreas como Pelerin, no sudeste de Porto Príncipe, um bairro rico onde ficava a residência presidencial antes do assassinato, os moradores bloquearam a estrada de Kentscoff e jogaram pedras na estrada para impedir o movimento de veículos e motocicletas.
Neste fim de semana, o sequestro de 17 missionários, incluindo cinco crianças, foi notícia na área de Croix de Buquets, controlada pela gangue de 400 Mawozo; cerca de 16 americanos e um canadense compõem o grupo que saía do orfanato.
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