247 – O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta terça-feira (27) uma “pausa” na sua relação com as embaixadas dos EUA e do Canadá, após os dois últimos países criticarem o plano de reforma do judiciário.
A reforma, na qual juízes — incluindo os da Suprema Corte — seriam eleitos pelo voto popular, é uma das maiores prioridades de López Obrador e sua sucessora, Claudia Sheinbaum, que consideram a medida fundamental para combater a impunidade e a corrupção. O embaixador dos EUA, Ken Salazar, classificou a reforma judicial como uma ameaça à democracia mexicana, preocupações ecoadas pelo embaixador do Canadá, Graeme C. Clark. O judiciário mexicano está em greve contra a proposta.
“Fazer uma pausa significa que vamos dar o nosso tempo”, explicou o presidente,
sublinhando que, para o governo mexicano, as declarações do embaixador dos EUA foram temerárias. “Enquanto eu estiver aqui não vamos permitir”, defendeu AMLO. As declarações foram citadas pelo site Infobae.
López Obrador criticou a greve e disse que ela não mudaria sua opinião sobre a reforma. O partido governista Morena conquistou fatia ainda maior do Congresso na eleição de junho do que o previsto, efetivamente garantindo a capacidade de passar reformas constitucionais quando os novos mandatos começarem, no mês que vem.
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