TeleSur – O Ministério Público do Peru solicitou nesta quarta-feira a proibição de deixar o país por um período de 18 meses ao ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) devido ao “caso Pativilca”, segundo relatos da mídia local.
Reportagens da imprensa indicam que o procurador superior Pedro Orihuela, da Primeira Procuradoria Criminal Nacional, solicitou a aplicação de um impedimento para deixar o país, requisito que ocorre antes da próxima libertação de Fujimori em consequência do indulto concedido pelo Tribunal Constitucional (TC).
Nesse sentido, a juíza Miluska Cano liderará a Quarta Câmara Criminal Superior Nacional Transitória Especializada em Crime Organizado, que analisará o pedido do Ministério Público nesta quinta-feira.
Por sua vez, Fujimori permanece nas dependências do Presídio de Barbadillo enquanto aguarda a decisão do TC, que será notificada ao Poder Judiciário e ao Instituto Nacional Penitenciário (INPE).
O caso Pativilca tem o nome da cidade onde seis camponeses foram assassinados em 1992 pelo comando paramilitar Grupo Colina, que operava sob ordens de Fujimori com o objetivo de combater as forças do Sendero Luminoso.
A libertação do ex-presidente foi aprovada na última quinta-feira pelo TC por meio do pedido de habeas corpus, que retomou os efeitos do perdão humanitário e do direito de graça presidencial concedidos em 2017 pelo então presidente Pedro Pablo Kuczynski.
Após um processo judicial letárgico, a Câmara Especial Criminal condenou Fujimori em 2009 a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade, especificamente pelos crimes de homicídio qualificado e lesões graves.
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