MP do Peru pede para proibir Fujimori de deixar o país

O ditador Alberto Fujimori foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade, especificamente pelos crimes de homicídio qualificado e lesões graves

Alberto Fujimori
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TeleSur – O Ministério Público do Peru solicitou nesta quarta-feira a proibição de deixar o país por um período de 18 meses ao ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) devido ao “caso Pativilca”, segundo relatos da mídia local.

Reportagens da imprensa indicam que o procurador superior Pedro Orihuela, da Primeira Procuradoria Criminal Nacional, solicitou a aplicação de um impedimento para deixar o país, requisito que ocorre antes da próxima libertação de Fujimori em consequência do indulto concedido pelo Tribunal Constitucional (TC).

Nesse sentido, a juíza Miluska Cano liderará a Quarta Câmara Criminal Superior Nacional Transitória Especializada em Crime Organizado, que analisará o pedido do Ministério Público nesta quinta-feira.

Por sua vez, Fujimori permanece nas dependências do Presídio de Barbadillo enquanto aguarda a decisão do TC, que será notificada ao Poder Judiciário e ao Instituto  Nacional Penitenciário (INPE).

O caso Pativilca tem o nome da cidade onde seis camponeses foram assassinados em 1992 pelo comando paramilitar Grupo Colina, que operava sob ordens de Fujimori com o objetivo de combater as forças do Sendero Luminoso.

A libertação do ex-presidente foi aprovada na última quinta-feira pelo TC por meio do pedido de habeas corpus, que retomou os efeitos do perdão humanitário e do direito de graça presidencial concedidos em 2017 pelo então presidente Pedro Pablo Kuczynski.

Após um processo judicial letárgico, a Câmara Especial Criminal condenou Fujimori em 2009 a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade, especificamente pelos crimes de homicídio qualificado e lesões graves.

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