247 – A chegada de um navio russo com cerca de 730 mil barris de petróleo a Cuba ocorre em meio à crise energética que atinge a ilha, marcada por apagões frequentes e escassez de combustível. O envio representa uma tentativa de aliviar a situação crítica enfrentada pelo país caribenho. Segundo a agência AFP, o governo russo comemorou a chegada do combustível à ilha em meio ao cenário de restrições energéticas impostas pelos Estados Unidos. Moscou, aliada histórica de Havana, também criticou a atuação dos EUA no bloqueio ao fornecimento de combustível.
Apoio russo e críticas ao bloqueio
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia considera fundamental apoiar Cuba diante das dificuldades. “A Rússia considera seu dever dar um passo à frente e prestar a ajuda necessária aos nossos amigos cubanos”, declarou.
A chegada do petróleo ocorre após meses de agravamento da crise energética, intensificada pela interrupção do fornecimento vindo da Venezuela, tradicional parceira da ilha. A escassez levou à elevação dos preços e à intensificação dos cortes de energia.
Crise energética e impactos na ilha
Sem seu principal fornecedor, Cuba passou a enfrentar dificuldades para manter serviços básicos, com apagões diários e instabilidade no abastecimento. O envio russo é o primeiro carregamento significativo desde o início do ano, sinalizando uma tentativa de mitigar os efeitos da crise.
Analistas apontam que, embora o fornecimento represente um alívio momentâneo, ele não resolve os desafios estruturais enfrentados pelo sistema energético cubano.
Reação dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o envio e afirmou não ver problema na operação. “Cuba está acabada, tem um regime ruim, dirigentes muito ruins e corruptos e, consigam ou não um navio de petróleo, não vai importar”, disse à imprensa. Apesar da declaração, o contexto geopolítico permanece tenso, com os Estados Unidos mantendo restrições que impactam diretamente o abastecimento energético da ilha.
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