Sheinbaum diz que setores dos EUA querem um México submisso e que entregue recursos naturais

Presidente mexicana afirma que não aceitará ingerência externa, critica pressões de Washington e promete defender a soberania e os recursos do país

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fala à imprensa em sua coletiva de imprensa diária, na Cidade do México, México, 30 de março de 2026
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247 – A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (26) que setores políticos dos Estados Unidos desejam que o país latino-americano tenha um governo subordinado aos interesses de Washington. A mandatária acrescentou que esses grupos desejam uma gestão “que entregue os recursos naturais, um governo ao qual digam: ‘faça isso’, e ele faça de cabeça baixa”. As informações são da RT Brasil.

“Eles querem novamente, em alguns setores dos Estados Unidos, um governo sob medida, um Porfirio Díaz”, declarou Sheinbaum, em referência ao ditador que governou o país entre 1884 e 1911, até ser derrubado pela Revolução Mexicana. Segundo a mandatária, sua gestão não permitirá interferência externa nas decisões do México.

Sheinbaum informou que convocou a população para um pronunciamento no próximo domingo (31), quando será celebrado o segundo aniversário de sua vitória eleitoral. O discurso tratará das ameaças enfrentadas pelo México e das medidas adotadas pelo governo.

“Não é apenas uma celebração, é dizer que temos um ano e meio de resultados, é dizer que, hoje, quando os governos da transformação estão sendo atacados, precisamos estar próximos do povo, mobilizados, defendendo a soberania, a independência, a liberdade, a democracia, tudo isso que defendemos historicamente e que eles querem nos tirar”, afirmou.

Defesa da soberania

A presidente mexicana também comentou as pressões externas e críticas dirigidas ao seu governo. De acordo com Sheinbaum, a relação com os Estados Unidos deve ocorrer com cooperação, mas baseada no respeito mútuo à soberania.

“Colaboramos, trabalhamos em muitas coisas, somos parceiros comerciais, mas no México quem decide é o povo, ninguém mais. Não há eleitores externos. Não queremos que usem o México para a eleição de novembro, tampouco queremos intervenção de fora vinculada aos de dentro para a eleição do próximo ano no México”, declarou.

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