Venezuela se levanta unida após terremotos que deixaram mais de 2 mil mortos

Uma semana depois dos abalos de 24 de junho, país mobiliza Estado, comunidades e ajuda internacional em operação de resgate e reconstrução

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247 – A Venezuela completa uma semana de luto e mobilização nacional após os terremotos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados no norte do país. Segundo informações da teleSUR, o Estado venezuelano, as comunidades locais e equipes internacionais atuam de forma coordenada nas operações de resgate, assistência humanitária e reconstrução.

Os abalos ocorreram no feriado nacional venezuelano que homenageia a Batalha de Carabobo, marco da independência do país. Às 18h04, dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a região norte da Venezuela com intervalo de apenas 39 segundos e diferença de cerca de 5 quilômetros entre os epicentros, provocando destruição em larga escala, colapso de edifícios e grande comoção nacional.

De acordo com a teleSUR, os sismos ocorreram em uma área de intensa atividade tectônica, onde a placa caribenha se desloca em relação à placa sul-americana ao longo de falhas geológicas, entre elas a de Boconó. A emissora destacou que a comparação simples entre magnitudes pode induzir a erro, já que a escala sísmica é logarítmica: um terremoto de magnitude 7,5 libera muitas vezes mais energia do que um tremor de 6,9, como o registrado no Japão no mesmo dia.

A combinação de dois terremotos fortes, rasos e sucessivos ampliou drasticamente o potencial destrutivo. Desde então, centenas de réplicas foram registradas, mantendo a população em estado de alerta e exigindo uma resposta prolongada das autoridades e das equipes de emergência.

Uma semana depois, os números revelam a dimensão da tragédia: 2.295 mortos, 11.267 feridos, 12.841 desabrigados, 26.403 afetados, 6.461 pessoas resgatadas, 81.489 famílias atendidas e 17.026 pacientes assistidos. Segundo os dados divulgados, 4.565 pessoas foram internadas e 13.942 receberam alta por melhora clínica. Há ainda 25 acampamentos transitórios ativos.

A operação de resposta mobiliza cerca de 26 mil efetivos nacionais nas áreas afetadas, mais de 17 mil voluntários e mais de 4 mil brigadistas internacionais de cerca de 30 países, incluindo equipes especializadas com 153 cães de busca. A ajuda humanitária internacional ultrapassa 700 mil toneladas, com pontes aéreas, caravanas solidárias e centros de arrecadação em várias regiões.

A teleSUR relata que hospitais, equipes médicas, bombeiros, paramédicos, militares, resgatistas e voluntários seguem atuando em meio aos escombros. Hospitais móveis foram instalados para reforçar o sistema de saúde, também atingido pela destruição. Serviços de apoio psicológico, localização de desaparecidos, atendimento a crianças e planos de construção emergencial foram ativados.

Mesmo após vários dias, equipes de resgate continuam buscando sinais de vida sob os destroços. A emissora destaca casos de sobreviventes encontrados 72, 106 horas ou mais depois dos abalos, episódios tratados pela população como sinais de esperança em meio ao desastre.

A resposta comunitária também ganhou destaque. Moradores se organizaram para reparar casas, transportar alimentos, distribuir donativos e apoiar vizinhos. Centros de arrecadação em comunas recebem alimentos, ferramentas, roupas, medicamentos e outros itens destinados às regiões mais atingidas, como La Guaira e San Bernardino.

A solidariedade internacional veio de governos, organismos multilaterais, instituições regionais, artistas, atletas e cidadãos de diferentes países. A Organização Pan-Americana da Saúde, a Organização Mundial da Saúde, agências da ONU e o CAF estão entre as entidades citadas no esforço de apoio.

A tragédia também reacendeu o debate sobre prevenção, normas de construção antissísmica, fiscalização de materiais, qualidade das edificações e educação da população sobre como agir em casos de terremoto. Segundo a teleSUR, a experiência de 24 de junho deixará lições para a reconstrução e para a preparação do país diante de riscos futuros.

O terremoto de 2026 passa a marcar uma nova página dolorosa na história venezuelana. O 24 de junho, antes associado sobretudo à independência nacional, também será lembrado como o dia dos terremotos de San Juan Bautista, quando o país foi violentamente sacudido e respondeu com organização coletiva, solidariedade comunitária e mobilização institucional.

Em meio ao luto, a mensagem central destacada pela teleSUR é a de que a Venezuela “não está só” e segue concentrada em salvar vidas, apoiar os desabrigados e iniciar a reconstrução. O país, atingido por uma das maiores tragédias naturais de sua história recente, busca transformar dor em força coletiva para se reerguer.

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Cortes 247

One response to “Venezuela se levanta unida após terremotos que deixaram mais de 2 mil mortos”

  1. A Telesur esconde fatos ,basta ver a insatisafação e denuncias no chat

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