2 de julho: por mais quitérias

"Na hora de colocar essa roupinha verde e amarela dos Bragança e companhia, convertido em modelito protofascista pelos tontos do MBL, lembrem que foram os baianos pobres da Cidade da Bahia, do sertão e do Recôncavo que garantiram o nascimento dessa nação, hoje, tristemente vilipendiada por gente que Maria Quitéria teria talhado na ponta da baioneta, sorrindo", diz Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

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Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

Em 2 de julho de 1823, foram os baianos da capital, do sertão e de Recôncavo que botaram para correr, debaixo de pau e pólvora, os portugueses encastelados na Bahia que se recusavam a reconhecer a independência do Brasil, declarada, 10 meses antes, pelo imperador Pedro I.

Então, enquanto paulistas, cariocas e quejandos brindavam uma independência incipiente anunciada por um imperador idem, em salões e confeitarias, os baianos pegavam em armas e desciam o cacete nos portugas recalcitrantes.

E com um detalhe maravilhoso: entre os soldados estava Maria Quitéria de Jesus, baiana de  São José de Itapororocas, que fugiu do sertão com o uniforme de um cunhado para se alistar ao Corpo de Artilharia e de Caçadores do Exército, com nome de soldado Medeiros.

Então, na hora de colocar essa roupinha verde e amarela dos Bragança e companhia, convertido em modelito protofascista pelos tontos do MBL, lembrem que foram os baianos pobres da Cidade da Bahia, do sertão e do Recôncavo que garantiram o nascimento dessa nação, hoje, tristemente vilipendiada por gente que Maria Quitéria teria talhado na ponta da baioneta, sorrindo.

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