A Carnificina - o filme

No filme de toque policialesco, com pitadas de terrorismo, em menos de dois anos, o ex-torneiro mecânico, sua esposa, sua empresa de palestras e o Instituto Lula, foram vasculhados por nove inquéritos do MP e da PF, três proposições de ação, duas fiscalizações da Receita e 38 mandatos de busca

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Nas cenas iniciais, capas da VEJA, ISTO É e ÉPOCA, disputando qual a matéria mais agressiva ao protagonista do filme, o ex-torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa mesma linha, seguem manchetes da Folha, Globo e Estadão. No JN, quinze dias ininterruptos de pancadaria, com direito a nove minutos num telejornal de pouco mais de meia hora

Na cena seguinte, com a bola levantada pelos veículos de comunicação, aparece o juiz Sérgio Moro - prêmio de melhor ator coadjuvante,pela crítica midiática, contrariando a legislação vigente, e determinando à PF realizar intimação coercitiva ( era pra ser um oficial de justiça ) ao ex-presidente. Na mesma cena, a PF manda 200 agentes para intimar um cidadão sem precedentes criminais e sem um único canivete no bolso.
Na plateia dividida, a vibração de coxinhas e paneleiros e a indignação de espectadores, imunes à lavagem cerebral promovida pela imprensa nativa.

Antes da participação do famoso coadjuvante, a promotoria do maior Estado do país já havia solicitado a prisão preventiva do ator principal "porque, solto, é uma ameaça à ordem pública".e um outro personagem, o promotor que atende pelo nome de Cássio Conserino utilizou as mesmas denúncias para tentar prender o ex-presidente.. Motivo de toda essa perseguição: um sítio em Atibaia, e um apartamento no Guarujá..
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De olho na frustração dos colegas de São Paulo, que não conseguiram emplacar a história do triplex, eis que surge um novo personagem fantasiado de MPF, atrai todos os holofotes, e num espetáculo de pirotecnia midiática, malabarismo retórico e excesso de 'convicção', extrapola todos os limites de sua competência e acusa o artista principal de ser o "o maior beneficiário do esquema" de 6.2 bilhões de reais na Petrobrás. O enredo do filme no entanto, não permite à plateia entender aonde o ex-presidente conseguiu esconder tanto dinheiro.

Pela inconsistência dos argumentos e a absoluta ausência de provas, a maioria dos espectadores não consegue desvendar o mistério de tanta perseguição, enquanto outros mais antenados, remetem todo o espetáculo às eleições de 2018, onde o ex-presidente sempre se manteve em primeiro lugar nas pesquisas.

No filme de toque policialesco, com pitadas de terrorismo, em menos de dois anos, o ex-torneiro mecânico, sua esposa, sua empresa de palestras e o Instituto Lula, foram vasculhados por nove inquéritos do MP e da PF, três proposições de ação, duas fiscalizações da Receita e 38 mandatos de busca. Quebraram e vazaram seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Num exercício de pleno tiro-ao-alvo, ele é investigado ao mesmo tempo pela Procuradoria-Geral da República, procuradores do Paraná e Brasília e promotores de São Paulo. Absolutamente nada encontrado, que sequer justifique toda essa carnificina.

Apesar de extraído da vida real, diretores que conduzem o enredo, removeram a história pessoal e a trajetória política do protagonista,
Único governante brotado da base da pirâmide, saiu do nada para se tornar o sindicalista mais influente da AL e o presidente mais bem avaliado, ao estabilizar economicamente o país( pagou a dívida e emprestou dinheiro ao FMI) e promover a maior evolução social de todos os tempos

Indignação e revolta, quando se relembra um outro filme, onde o artista montado no cavalo do plano real de Itamar Franco , ganha dois mandatos presidenciais repletos de corrupção ( privataria, compra de votos para a reeleição, Lista de Furnas, 500 bi do Banestado...), quebra o Brasil três vezes, joga a economia nas garras afiadas do FMI, e vejam só que coincidência: o dito cujo possui também um sítio ornamentado com um aeroporto construído pala Camargo Correia e um apartamentozinho em Paris de 44 milhões de reais.

Livre, leve e SOLTO, vive a passear com desenvoltura por entre colunas dos jornalões e ambientes por onde transitam diretores e produtores dos dois filmes.

A galera conscientizada, desgarrada das amarras midiáticas, anda à beira da desobediência civil!

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