A doutrinação do direitismo caminha definitivamente para a ditadura do establishment

Se a Esquerda não separar o joio do trigo, a tendência natural será a derrocada de o livre pensar, e aí nem mesmo um “Winston Smith” do "Ministério da Verdade" poderá nos salvar da onda crescente de establishment que virá do Tsunami da Desumanidade

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O fator biológico por si só, não é o causador de tantos contágios e mortes no caso do vírus Sars-Cov-2. Sabemos muito bem que o distanciamento das pessoas, sim, é a melhor forma de sustentar a vida.

Há uma doutrinação no direitismo que caminha para sua efetivação definitiva. Políticos e juízes estão decidindo quem irá ficar doente e/ou morrer de coronavírus. Assinando decretos, liminares e similares, que exigem, por exemplo, a volta às aulas no Estado do Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira, dia 17. Conheço professores que com mais de vinte anos de carreira, disseram que irão pedir exoneração do cargo, pois não querem morrer de COVID-19. A medida arbitrária foi assinada ontem sob forma de decisão judicial, n° 0052636-40.2020.819.0000. E chegou sob forma de aviso a cada docente e gestor da Rede Estadual.

Não poderemos nos furtar a compartilhar isso aos quatro ventos, sabemos que existem dois lados; e não é o do Bem, ou o do Mal, já que estes dois conceitos são relativos; afinal a doutrinação e a injustiça vão muito além… de antagonismos instituídos. Sendo que um é ausência do outro.

O Darwinismo social é sócio do Neoliberalismo. O primeiro escolhe os mais aptos às mudanças ocorridas no Ecossistema do Capitalismo. Ser adaptado, não significa ser forte, perde-se um órgão ali, perde-se outro aqui, e no meio disso tudo, algumas espécies desaparecem para sempre; assim como aconteceu com o dinossauro, e poderá ocorrer com o leão, no substrato da natureza ecológica. No substrato social também ocorrem extinções. No hoje, a verdade está em vias de desaparecer...

E o lema “Ordem e progresso” herdado do positivismo de Augusto Comte? Vamos tentar explicitá-lo, meus atentos leitores:

A priori, problematizar-nos-emos, questionando: Que tipo de ordem? E que tipo de progresso? Seria "ordem" para os “subservientes coloniais” e "progresso" para os “totalitários senhores empresários”? E, quando falo de totalitários senhores empresários, não estou falando do homem branco e geralmente aloirado de terno e gravata que negocia o capital, ou o acumula em sua reprodução excelsa; mas falo de qualquer tipo de general, de ator, de político partidário, de dono de Universidade ou de startup que desassiste ou desinforma (em benefício próprio) o seu igual.

Quando um doutor, mestre, ou professor oriundo do segmento de Comunicação realiza palestras para graduandos do Curso de Jornalismo; em uma aula magna, e profere as seguintes palavras: “O mundo agora não é branco ou preto, mas é feito de matizes”, isso é o suficiente para entendermos que existe uma “guerra” onde há um madatário "senhor da Terra" que busca fincar a bandeira do “establishment” no planeta retrógrado da distopia.

De fato precisamos inovar para comunicar, mas (se dentro de uma Universidade) vigoram reitores, professores, coordenadores, que usam a venda do neoliberalismo, pensando ser criativos; como ficou notório em última palestra que apreciei. Na prática este grupo (infestador) está  arrebanhando  autômatos com a finalidade de retroalimentar um sistema comunicacional volátil e antidemocrático. Que privilegia o lucro em detrimento da verdade. 

O tema da tal palestra foi à criatividade, embasada em uma determinada pesquisa relativa à genialidade de funcionários da NASA, noticiando que apenas 2% de seus funcionários seriam geniais. Houve inclusive uma discussão a respeito do jornalismo impresso, e seu desserviço em tempos tecnológicos, como forma de veiculação de informação: que foi considerado, inclusive em desuso pela maioria dos ouvintes, assim como também considerado como utilizável apenas pelos  mais velhos. Ficou claro, que “inovar” na Comunicação, (segundo o discurso palestrado) é justamente colocar a visão criativa e humanística a serviço do status quo globalizante. 

Detratar o próximo, e privilegiar o lucro, sufocando os sábios/altruístas, assim como fizeram com Nikolas Tesla, e outros, nunca será um ato de criatividade e avanço, muito pelo contrário. O Sistema Acadêmico está doente, está contaminado pelo vírus do biopoder. 

Se a Esquerda não separar o joio do trigo, a tendência natural será a derrocada de o livre pensar, e aí nem mesmo um “Winston Smith” do "Ministério da Verdade" poderá nos salvar da onda crescente de establishment que virá do Tsunami da Desumanidade. 

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.

Friedrich Nietzsche

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