A eleição entre os eleitos no Congresso Nacional

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Superada a questão da inconstitucional proposta de permitir reeleição para as presidências do Congresso Nacional, elas serão decididas em poucos dias com candidatos que opõem, no discurso, alinhamento ou não com o desgoverno Bolsonaro.

Essas eleições serão secretas, como pregam os regimentos internos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O cidadão é tolhido de seu direito de saber quem o comandará. Sim, o Presidente da Câmara e o Presidente do Senado são, na sequência, o segundo e o terceiro na ordem de sucessão do Presidente da República. O voto aos deputados foi secreto, proporcional e seguiu o quociente eleitoral. No entanto, a presidência desconsidera o voto primitivo, pois tanto os três deputados com menos de 10 mil votos e o recordista com mais de 1,8 milhões têm o mesmo peso. 

Na última sessão deliberativa da Câmara dos Deputados de 2020, em 22 de dezembro, aproxidamente às 20h5min, a deputada Celina Leão (PP-DF) cometeu ato falho ao chamar o candidato que ela apoia de “Arthur Maia”, o que foi corrigido na transcrição de seu pronunciamento, mas que pode ser ainda ouvido no áudio daquela sessão. Freud analisaria as verdades por trás da junção dos dois nomes. 

Ela afirmou ainda que “o Deputado Arthur Lira pode ser tudo nesta Casa, mas não é o candidato do Bolsonaro; ele é o candidato dos colegas”. Continuou com o testemunho do que ocorrera na Câmara Distrital na eleição de um candidato que seria oposição ao governador do DF. “Sabem quanto tempo demorou para esse Deputado de centro passar para a base do Governador local?”, perguntou ela retoricamente, “uma semana” foi a contundente resposta. A se ver pelas composições e votações que seguem os desígnios do Planalto, Celina Leão pode estar totalmente certa, uma vez que a oposição não consegue emplacar uma candidatura forte e coerente, nem ter certeza de que seu candidato Baleia Rossi (ou maldosamente chamado de “Balela” Rossi) é o anti-bolsonarista que se deseja e de que se necessita. 

A condição prioritária no momento é a retirada de Jair Bolsonaro da presidência do país. O que daí advém é o respiro de que precisamos para outras pautas urgentes, sendo a de combate à pandemia a mais prioritária.

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