A elite brasileira - Lixo não reciclável

O Brasil possui uma elite tão medíocre que nunca digeriu a abolição da escravatura; tão burra que "Bolsa Família"; para ela é uma revolução socialista e investimentos sociais são sinônimos de desperdício de dinheiro público; a elite brasileira é atrasadíssima, ignorante e semeia ódio. O povo é muito melhor que a elite

A elite brasileira - Lixo não reciclável
A elite brasileira - Lixo não reciclável (Foto: Edição 247)

"A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre". (Antônio Lassance)

Acredito que a desigualdade no país é responsabilidade da elite. Por quê? Porque eles odeiam o Brasil e lançam a semente do ódio irresponsavelmente, atacam nordestinos, negros, analfabetos, mulheres e outras minorias, é um tranço de classe, característica de uma elite que nunca aprendeu a conviver com o povo, pois nunca quis conhecer e compreender a beleza e grandeza do povo brasileiro; uma elite saudosa das ditaduras e da escravidão.

O Brasil possui uma elite tão medíocre que nunca digeriu a abolição da escravatura; tão burra que "Bolsa Família"; para ela é uma revolução socialista e investimentos sociais são sinônimos de desperdício de dinheiro público. A elite brasileira é atrasadíssima, ignorante e semeia ódio. O povo é muito melhor que a elite.

Tanto é verdade que enquanto o capitalismo se modernizava na Europa o Brasil, dos séculos XVIII e XIX, seguia orientado por sua elite patrimonialista e atrasado, sobrevivendo da monocultura e do trabalho escravo, sem projeto de nação. É possível afirmar que o atendimento aos interesses da elite brasileira atrasou a industrialização no Brasil, basta lembramos que o café, constituiu-se como principal produto de exportação do país, chegando quase a preencher toda a pauta de exportação.

A elite nacional, que tem em seu currículo o apoio a todos os movimentos antidemocráticos de nossa História, apoiou o Golpe de Estado de 2016, travestido de legalidade, parece não se incomodar com os abusos cometidos pelo pessoal de Curitiba ou com a relativização de direitos e garantias constitucionais. A nossa elite "cheirosinha"; impediu e impede qualquer desenvolvimento duradouro. Para compreender o que era o Brasil nos séculos XVIII e XIX e o atraso aqui instalado, a responsabilidade da elite, temos de pensar em como o Estado

Nacional brasileiro foi se construindo, olhar para a estrutura do poder, para a manutenção das desigualdades sociais e para a concentração de riqueza nas mãos de poucos, para a repressão, para a passagem do modelo de corte do 2o Reinado para a república dos coronéis no século XX, tudo sem qualquer participação popular. O povo nunca foi verdadeiramente preocupação da elite até a eleição de Lula.
Mas voltemos ao século XIX.

Enquanto nossa elite escravocrata estava preocupada em manter seus "ativos"; as mudanças no mundo seguiam. Mudanças aconteciam na economia da Europa, as transformações se basearam na descoberta de novas fontes de energia e nos avanços científicos e técnicos.
Começava a segunda Revolução Industrial, cuja base foi duas novas fontes de energia: a eletricidade e o petróleo.

Mas o Brasil seguiu seu caminho medíocre determinado por sua elite. Durante quase todo o século XIX a elite manteve o lucrativo e odioso comércio de escravos, sem nenhum peso na consciência. A escravidão foi mantida pela elite até 1888, quando ocorreu uma abolição
tardia e a elite. A elite, ressentida por na ter sido indenizada, tomou o poder do Imperador e entregou a um militar de pijamas. Tudo sem participação popular.

Também no século XIX nos EUA ocorria outro fato que considero de enorme relevância para compreender o caráter corrosivo da nossa elite.
Para ocupar o oeste norte-americano por colonos de todas as partes do país e do mundo, o presidente Abraham Lincoln sanciona em 20 de maio de 1862 o Homestead Act (Lei da Fazenda Rural), um programa destinado a conceder terras públicas a pequenos fazendeiros a baixo custo (a lei concedia 650 mil metros quadrados, a todo solicitante, desde que fosse chefe de família e tivesse 21 anos ou mais, e garantisse permanecer e trabalhar a terra por no mínimo cinco anos, pagando uma pequena taxa de administração).

Lincoln seria chamado de comunista pela nossa elite analfabeta e pelos seus vassalos sem cérebro, pois a nossa elite é tão ridícula que desfila com a camiseta da corrupta CBF nas manifestações contra a corrupção, manifestações financiadas pela FIESP e FEBRABAN, manifestações que possuem área VIP com espumante e canapés.

A primeira iniciativa em prol da reforma agrária no Brasil ocorreu em 1962, 100 anos depois do Homestead Act e o Presidente João Goulart foi chamado de comunista pela elite nacional, elite que apoiou e financiou o golpe civil-militar de 1964.


Há fatos que nos revelam de forma mais caricata o caráter e natureza da elite nacional. Num episódio uma milionária de férias no litoral, que mandou o cão para o veterinário de helicóptero, porque viu o cãozinho comer a marmita de seu segurança.

Há ainda a história de uma senhora chamada Vera Loyola que teria enviado seu cãozinho para o cabeleireiro de helicóptero e, em seguida, explicado aos jornalistas que o fez "porque o Rio é uma cidade muito violenta"; Temos uma elite com a cabeça colonizada, saudosa dos tempos da nobreza e da realeza, uma elite consumista, ridícula, ignorante, colonizada, subserviente, babona, golpista, entreguista.


Por isso à elite, verdadeiro lixo não reciclável, desejo que mudem para Miami e submetam-se à política de fechamento de fronteiras e tratamento desumano e indigno que Trump oferece.

São essas as reflexões de hoje.

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