A extrema-direita é boçal em todo o mundo

"Vemos todos os dias o desfile de imbecilidades que produz e que ameaça a democracia e a prosperidade brasileiras", afirma Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia. "Não foi por falta de aviso. Bolsonaro advertiu no começo do governo que veio para destruir", diz. "Hitler não apenas se destruiu, mas levou à Alemanha às ruínas em 13 anos de poder absoluto", compara

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

O Brasil não é exceção. A extrema-direita é boçal em todo o mundo. Tanto seus dirigentes quanto seus seguidores. Basta constatar o que falam e pensam. O que desejam para seus países e seus conterrâneos.

Não é uma acusação genérica. São fatos.

Primeiramente, eles são boçais porque nunca leram. Ou nunca leram direito. Ou nunca leram o que deveriam. Bolsonaro, por exemplo, só leu (se é que leu) a autobiografia de um dos maiores torturadores da ditadura militar.

Extrema-direita, quando tem algum diploma é de engenheiro. Nunca de Humanas.

Ele detesta filosofia. Não gosta do debate, do contraditório porque não tem argumentos. Recusa o diferente em vez de tentar aprender com ele.

Prefere se convencer de suas “verdades” e não se arrepende jamais. E quem se estrepa não são apenas eles, são as nações que governam.

Hitler não apenas se destruiu, mas levou à Alemanha às ruínas em 13 anos de poder absoluto.

O mesmo se deu com Mussolini na Itália, com Franco na Espanha, com Salazar em Portugal. Deixaram escombros ao serem eliminados do governo ou da vida.

Os caras de extrema-direita são tão boçais que não conseguem perceber seus próprios erros – porque entendem que não erram jamais - e os repetem à exaustão.

Vejam o fuhrer do século XXI, chamado Donald Trump. É tão imbecil que não viu problema algum em dizer ao presidente da Ucrânia, num telefonema, que só liberaria a ajuda militar liberada pelo Congresso americano se ele investigasse os podres do filho de Joe Biden, seu possível opositor democrata nas eleições do ano que vem.

O imbecil estava tão certo de que não cometeu crime que liberou o telefonema e continua afirmando que estava combatendo a corrupção e não cometendo possivelmente uma série de crimes, tais como interferência externa nas eleições americanas; pressão sobre um governo estrangeiro com o propósito de obter vantagem para si próprio; e afronta ao Congresso. Vários crimes.

Seus seguidores europeus são tão imbecis que se proclamam nacionalistas ao mesmo tempo em que atuam no mesmo sentido de Trump: querem destruir a União Europeia, que é tudo o que quer o presidente americano.

Ele quer barrar um player do peso da Europa, pois será muito mais fácil submeter aos seus desejos cada país europeu por si. Qualquer pessoa normal e razoavelmente bem informada sabe que todos os países juntos são mais fortes que cada um separadamente.

Mas os imbecis de extrema-direita da Itália, da Alemanha, da França, da Hungria, da Holanda, da Áustria, da Inglaterra se dizem defensores de seus cidadãos porque impedem a entrada de imigrantes indesejados, mas a verdade é que o fim da UE fará seus cidadãos mais pobres e com menos opções de melhorar de vida.

Falar da extrema-direita brasileira é desnecessário. Vemos todos os dias o desfile de imbecilidades que produz e que ameaça a democracia e a prosperidade brasileiras.   

Não foi por falta de aviso. Bolsonaro advertiu no começo do governo que veio para destruir.

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