A mentira como principal política de governo e de Estado

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(Foto: Renato Aroeira)


Por Bepe Damasco 

Ah, que preguiça!

Comentar sobre o discurso de Bolsonaro na tribuna da ONU é chover no molhado.

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Alguém tinha dúvida de que o inominável cobriria mais uma vez o Brasil de vergonha?

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Esperar o que de um sujeito que não tem estatura nem para falar em reunião de boteco ou assembleia de condomínio?

Mas o buraco é mais embaixo. Há que se questionar a intocabilidade da tradição que confere ao Brasil o privilégio de abrir as assembleias gerais. Por representar a negação de todos os valores da ONU, Bolsonaro deveria ser impedido de discursar, ou pelo menos de fazer a fala inaugural. 

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O Brasil já teve ao longo de mais de 500 anos governantes democráticos e ditadores. Já foi presidido por patriotas e oportunistas. Por gente honesta e por velhacos.

Mas é a primeira vez que um mitômano ocupa a cadeira presidencial. Claro que a mentira sempre esteve no cardápio de boa parte dos políticos nativos. A sabedoria popular identifica essa realidade com propriedade. Contudo, nunca antes um presidente da República fez da mentira obsessiva o centro de sua política de governo e de Estado.

Esse recurso, próprio das pessoas com falhas de caráter, é compartilhado por ministros, assessores, presidentes de estatais e por aí vai. Para ingressar neste governo, mentir sem escrúpulos é requisito básico e fundamental.

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Tomar os fatos e a realidade de uma sociedade complexa como medida de todas as coisas? Bobagem, isso é coisa da esquerda globalista e multiculturalista. E mais: quem reza no catecismo de Steve Banonn têm uma espécie de "obrigação moral" de sentir ódio da verdade

Pudera.

Sem a utilização da mentira em larga escala como instrumento de ação política, como caluniar os adversários e vencer eleições?

Sem as máquinas de fake news, como inventar realidades paralelas e demonizar a ciência e as artes?

Sem o culto à estupidez e a ignorância, qual seria a desculpa para fugir do debate civilizado e democrático?

Sem a disseminação das armas de fogo e do recurso à violência, como sobreviver na condição de corrente política das trevas?

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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