A pesquisa mentirosa da Folha

A Ombudsman do jornal, Paula Cesarino Costa contratada para falar a verdade, mete o dedo na pereba e afirma sem rodeios que o diário errou e persistiu no erro. Acrescenta ainda que "a reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas

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A Perícia técnica do Senado inocentou Dilma das pedaladas fiscais e a avaliação do MP não permite dúvidas: a presidente não praticou crime de responsabilidade. Ponha nessa panela as conversas gravadas dos xerifes peemedebistas e vamos ter um golpe escancarado e descarado. Isso, para as pessoas normais, sensatas, racionais e que visitam a imprensa alternativa. Na mídia tradicional a conversa é outra. Lá só se fala em impeachment e a galera que bateu muita panela, mesmo recolhida, ainda vai no embalo.

Um pouquinho mais de atenção e fica fácil detectar as manobras da imprensa hegemônica para consolidar o golpe no Senado.

As malandragens vão desde uma matéria de capa da Veja, às pancadas no PT do JN; uma manchete vigorosa no Estadão ou um 'cientista político' na Globo News culpando Dilma pela crise econômica

Mas, sejamos justos, ninguém conseguiu superar o jornal mais importante do país no quesito malandragem, na tentativa de influenciar a população e o senado na confirmação do 'impeachment'

"Jornalismo de guerra" foi uma expressão utilizada por um colunista do Clarín para definir o massacre que seu jornal impôs ao governo de Cristina Kirchner para desapeá-la do poder. A Folha transitou por essa trilha ao distorcer deliberadamente dados de seu próprio Instituto, o Datafolha e publicou uma pesquisa eivada de deslizes, erros e mentiras grosseiras.

A manchete de primeira página do jornal: "para 50% dos brasileiros, Temer deve ficar" e segue vomitando o absurdo de que apenas 3% dos entrevistados querem novas eleições.

O jornalista americano Glenn Greenwald do respeitado site Intercept achou muito esquisito que um governo cheio de turbulências e repleto de corrupções pudesse em pouco tempo sair de 8% para 50% de aceitação.

Uma investigação mais atenta e estava lá nos arquivos do Datafolha, textualmente: "62% são favoráveis a novas eleições". A Folha simplesmente transformou 62% em 3%. E os 50% que queriam Temer despenca para 19% nos números do instituto.
Percebam que estamos falando de uma empresa do próprio grupo Folha.

Vejamos o que extraiu dos brasileiros, o Instituto Paraná, do empresário Murilo Hidalgo com rabo preso no PSDB paranaense: 67% querem eleições ainda esse ano, enquanto o presidente interino é rejeitado por 68% dos entrevistados.

Nessa mesma linha, o Valor Econômico divulgou enquete do Instituto IPSOS que sepulta a conversa fiada da Folha de São Paulo. A rejeição ao presidente em exercício crava 68% e 52% dos brasileiros preferem eleições já.
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Enquanto Elio Gaspari, serrista de largo costado e 'colunista de guerra' da Folha fala em Temer se afirmando, a Ombudsman do jornal, Paula Cesarino Costa contratada para falar a verdade, mete o dedo na pereba e afirma sem rodeios que o diário errou e persistiu no erro. Acrescenta ainda que "a reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas.

A nobre jornalista 'esqueceu' no entanto, de falar a mais pura e cristalina verdade: A Folha de Otavinho é tão golpista quanto a Folha do pai, Otávio Frias, que cedeu carros da redação para transportar presos políticos nos tempos obtusos da ditadura militar.

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