A Petrobras e a luta de classes no Brasil

A cada nova investida difamatória e violenta da mídia direitista conta o PT e governo Dilma, aumenta a certeza dos brasileiros de que estamos diante de um "ódio de classe" nunca visto antes na história deste país

A cada nova investida difamatória e violenta da mídia direitista conta o PT e governo Dilma, aumenta a certeza dos brasileiros de que estamos diante de um "ódio de classe" nunca visto antes na história deste país
A cada nova investida difamatória e violenta da mídia direitista conta o PT e governo Dilma, aumenta a certeza dos brasileiros de que estamos diante de um "ódio de classe" nunca visto antes na história deste país (Foto: Robert Lobato)

"Eu vejo um museu de grandes novidades".

A citação acima é um trecho da música "O Tempo Não Para", do saudoso letrista e poeta Cazuza; e cabe como uma luva para expressar esta que é a mais nova temporada de "denúncias" contra o governo do PT usando (de velho!) a nossa grande e internacionalmente respeitada Petrobras.

A cada nova investida difamatória e violenta da mídia direitista conta o PT e governo Dilma, aumenta a certeza dos brasileiros de que estamos diante de um "ódio de classe" nunca visto antes na história deste país - talvez o que chegue mais próximos seja aquele destilado pela elite reacionária às vésperas do golpe de 64.

Quando esbravejam contra o governo da presidenta Dilma, contra o Lula e o PT estão, em verdade, condenando a inclusão de milhões de brasileiros a um padrão de vida que num passado, não muito distante, era permitido somente aos bacanas, aos filhinhos de papai, em geral gente de pele branca.

Já o Brasil destes tempos de governo do PT, que eles combatem com tanto ódio, é o Brasil que permite a um filho de pedreiro poder realizar o sonho de sentar numa cadeira de sala de aula para cursar Medicina, oportunidade conquistada através de políticas públicas inclusivas como o ProUni, por exemplo.

O ódio é por conta da crescente ascensão das classes baixas à patamares sociais mais condizentes com a condição humana em termos de dignidade, daí a crescente venda de motos, carros e outros bens de consumo antes privativos às classes mais abastadas.

Isso tudo sem falar no Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, Sisu, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, enfim, uma rede de programas sociais que vem mudado o perfil socioeconômico do povo brasileiro a cada ano.

É isso que explica o porquê de a cada eleição, desde que o PT chegou ao poder, a direita brasileira e os seus diferentes tentáculos na sociedade, sobretudo a grande mídia, se apegarem a um novo factoide com o velho objetivo de sempre: desestabilizar o governo e tentar matar de morte matada o Partido dos Trabalhadores.

O factoide do momento são as acusações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre suposto envolvimento de agentes do governo, governadores, deputados federais e senadores em esquemas de corrupção na estatal.

É de causar náuseas a cobertura da imprensa saudosista dos tempos do arbítrio dos anos 60/70 e da época de neoliberalismo da década de 90 em relação às "denúncias" do ex-diretor da Petrobras.

Enquanto isso, nos escândalos como o aeroporto privado de Aécio Neves construído com verbas do povo mineiro, e no tenebroso episódio do jato "sem dono" que vitimou o ex-governador Eduardo Campos, os jornalões agem no embalo daquela cantiga que diz: "tô nem aí, tô nem aí...".

Que fique claro: a Petrobras é apenas um pretexto usado por aqueles que não toleram ver jovens, mulheres, homossexuais, negros, estudantes e trabalhadores simples conquistarem um patamar de qualidade de vida negado há séculos por governos antipovo.

É a velha e boa luta de classes na sua faceta mais radicalizada!

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