Sinal mais visivel da tragédia social brasileira, a população de rua das grandes cidades envolve uma massa humana que não pára de crescer.
Era calculada em 22.922 pessoas em 2014. Conforme estimativas mais conhecidas, multiplicou-se dez vezes de lá para cá e chega a 220 000, tamanho equivalente a um estádio do Marcanã e de cidades médias como São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Rio Claro, em São Paulo, ou Maricá, no Rio de Janeiro,
Neste período, a população total do país também cresceu — mas em outro ritmo. Entre 2012 e 2021, ocorreu um salto real de 7,6%, quando o número total da população brasileira atingiu a marca de 212,7 milhões, conforme a PNAD Contínua.
Ao multiplicar-se por dez vezes num período em que a população total do país crescia muito menos do que isso, tornando-se elemento obrigatório na paisagem de nossas cidades, homens, mulheres e crianças das ruas enviam uma mensagem desesperada sobre o valores e prioridades de nossa época e é urgente ouvi-la.
Alguma dúvida?
Conforme estudo de uma década atrás, 3 em 10 dos moradores de rua sofrem de formas agudas de depressão psíquica (R7, 22/05/2011).
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