Aumentar o mercado interno é verdadeira saída para a crise

Esse atual sistema, que concentra riquezas na mão de poucos, é uma verdadeira bomba-relógio. O grande desafio é termos um governo capaz de gerar renda per capita, familiar e dar mais condições de consumo. Faz-se necessário, de maneira urgente, aumentar o mercado interno brasileiro com um plano de ações emergenciais

Aumentar o mercado interno é verdadeira saída para a crise
Aumentar o mercado interno é verdadeira saída para a crise (Foto: Wilson Dias-ABR)

Todos sabem que é impossível qualquer recuperação econômica ao mesmo tempo em que, a cada dia que passa, as famílias têm menos renda. Temer sabe. Os tucanos também. O que eles fazem é o jogo do mercado financeiro internacional, que nada quer saber da sustentabilidade do nosso modelo econômico ou do povo brasileiro.

Um país que tem 30 milhões de desempregados e cerca de 63 milhões de endividados no SPC é um país anticapitalista. Esse atual sistema, que concentra riquezas na mão de poucos, é uma verdadeira bomba-relógio. O grande desafio é termos um governo capaz de gerar renda per capita, familiar e dar mais condições de consumo. Faz-se necessário, de maneira urgente, aumentar o mercado interno brasileiro com um plano de ações emergenciais.

Tenho repetido por onde passo que o Brasil precisa de um programa ousado de obras públicas, no valor de R$ 2 trilhões, para gerar oito milhões de empregos, além da infraestrutura necessária e, é claro, para gerar arrecadação.

Em nome de uma equivocada política de juros, que enche os bolsos dos banqueiros em detrimento do povo, o Brasil caminha para uma convulsão social. Sim, todos os governos que passaram pelo poder têm responsabilidade nisso. Esse, em específico, que precariza as condições de trabalho, ao passo que aumenta o desemprego e congela investimentos, tem culpa ainda maior. Temos a oportunidade de eleger um governo legítimo e popular nessas eleições e não deixar de cobrar as mudanças que o Brasil precisa.

Desse modo, é muito positivo que as candidaturas de esquerda defendam em seus programas uma reforma tributária justa, para combater, de verdade, os privilégios do nosso país. A candidatura Lula/Haddad, por exemplo, foi uma das que apresentou propostas para ajudar o povo brasileiro a quitar suas dívidas no SPC. Não faz sentido que apenas um banco tenha lucros de mais de 18 bilhões, como ocorreu no primeiro trimestre, enquanto 63 milhões de pessoas estão endividadas.

Atualmente, com juros exorbitantes, o povo se endivida, perde capacidade de consumo e a economia não tem a mínima condição de se recuperar. É preciso regular o sistema financeiro e obrigar os bancos a reduzir os juros. Quanto maior forem os spreads (juros), menor deve ser o imposto e quanto maior os juros, maior deve ser a tributação.

Para além da boa ideia de criar uma linha de crédito no banco público para fazer o povo pagar bem menos juros e limpar o seu nome, é fundamental alocarmos os recursos necessários para gerarmos mais e mais empregos e condições de consumo. No momento em que investirmos em nossa gente e colhermos os resultados, não nos arrependeremos.

O desenvolvimento econômico, no caso do Brasil, que se encontra na periferia do capitalismo mundial, só virá com justiça social e a inclusão do povo no orçamento, garantindo mais condições para que ele exerça a cidadania.

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