Barreira de contenção contra o fascismo à brasileira

Lula
Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O fascismo à brasileira sofreu uma derrota, uma contenção nesta semana a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impedir a transferência do presidente Lula, da sede da Polícia Federal (PF) de Curitiba, para um presídio comum em Tremembé, São Paulo.

Como trata-se de fascistas, não tenhamos dúvidas de que o objetivo era matar Lula, levando em conta que o mandatário do governo et caterva cultiva tenebrosas transações com o crime organizado, sobretudo com as milícias, sem contar no ímpeto inescrupuloso e oportunista do governador paulista em capitalizar em cima da reação organizada da força-tarefa da Lava Jato, que evidenciou ser uma operação que se sustenta no uso de ilegalidades para chantagear e criminalizar a política, atacar a soberania e desnacionalizar a economia brasileira.

No entanto, as forças políticas à esquerda, ao centro e à direita perceberam o golpe em marcha. Logo, o que se vislumbra tem se escrito acerca de uma frente ampla e democrática formou-se espontaneamente para ir ao STF e impedir a transferência de Lula. A reversão da sórdida transferência de Lula por 10 votos a 1, num lampejo garantista do Supremo, revela que o establishment, o sistema, a República acordou para a ameaça fascista.

No mais, a centro-direita ou o centro-conservador, como prefiro chamar, entendeu a centralidade política do Lula, provando seu protagonismo e sua capacidade de diálogo para além da esquerda. Prova disso são os 40% de intenção de votos para presidente nas pesquisas em agosto do ano passado, com 4 meses encarcerado e sem poder conceder entrevistas.

No entanto, ainda temos setores da esquerda que insistem que é importante superá-lo. Pois bem, partindo deste princípio, não há a menor condição de superar Lula sem antes tê-lo em liberdade, pois sua prisão ilegal e injusta é uma das condições e garantias para a destruição da soberania brasileira e da total perda de direitos do conjunto dos trabalhadores e, sobretudo, dos mais pobres.

Uma batalha foi vencida, mas não a guerra. Os próceres da Lava Jato deram um passo maior do que a perna ou, como no linguajar da guerra, recuaram pra frente. Com isso, possibilitaram a construção de uma contenção democrática ainda que mínima, porém decisiva. É preciso ampliar e fortalecer a frente ampla e democrática contra o fascismo à brasileira.

Lula Livre!

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