BC independente aumenta Custo Brasil e ameaça reeleição

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Rabo de foguete

Um dos maiores prejuízos que a economia deve sofrer é com a independência do Banco Central; ela aumenta o custo Brasil e não contribui em nada para tirar o país da crise recessiva pandêmica; não oferece nenhuma reciprocidade em forma de desenvolvimento econômico sustentável; ao contrário, carrega o espectro de bancarrota e desemprego em massa; joga horizonte escuro na reeleição de Bolsonaro e prejudica Centrão já de olho em 2022;  nessa semana, o novo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira(PP-AL), tem seu primeiro teste de fogo; colocará para votação o assunto que sequer foi  discutido por causa da pandemia do coronavírus; são 4 projetos – PL 3877/2020; PL 9248/2017; PLP 19/2019 E PLP 112/2019 – controversos e politicamente explosivos no cenário da recessão e miséria social crescente.

Lira estará sob pressão: atenderá vontade dos bancos, para prejudicar os interesses sociais massacrados pela recessão, ou vai procrastinar mais uma vez esse assunto, que rola desde 1989, sem conseguir avançar?; vai se queimar na batata quente, logo de saída, ou vai fugir pra frente?; como priorizar interesses do mercado financeiro especulativo, que manda no BC, enquanto todas as atenções se voltam para as mais de 230 mil mortes pelo coronavírus? Essencialmente, os bancos batem por dois pontos: 1 – Independência do BC, em si, e 2 – sua política monetária. como corolário da Independência; uma coisa está amarrada na outra; será preciso a independência para praticar a insana política monetária, como denuncia a Auditoria Cidadã da Divida; ela já chama a atenção do mundo, pelo seu caráter sui-generis; afinal contrasta com a orientação dos demais BCs, especialmente, americano, japonês e europeu; estes perseguem juro zero ou negativo, de forma insistente, para evitar implosão de dívidas públicas; por isso lançam excessos monetários, para recuperar a economia. Estão errados?

Absurdo econômico

O BC brasileiro, ao contrário, persegue escassez monetária para manter juro proibitivo para os negócios, sacrificando a população, empurrando-a para bancarrota; propõe, agora, absurdo econômico por meio do PL 3877/2020; o BC se obriga a enxugar a liquidez da banca – as chamadas sobras diárias de caixa – transformando-as em Depósito Voluntário no BC; paga por elas juro acima da inflação; irrazoável;  é amarrar cachorro com linguiça; o mundo foge do juro alto aumentando a liquidez para eles baixarem e animar os agentes econômicos; no Brasil, rola o oposto: enxuga-se liquidez para sustentar juro positivo; cresce incontrolavelmente a dívida pública, que alcançou R$ 5,1 trilhão, a exigir, só de juros, desembolso de R$ 1,4 trilhão; quem paga o pato? A população,  claro, pois, o custo Brasil sobe com o aumento do risco produzido pelo aumento da dívida interna decorrente da política monetária restritiva; essa virou a tarefa do BC com tal política economicida; aumenta-se o custo artificial da dívida pública; claro, somente, pode fazer isso, se não for controlado e fiscalizado pela sociedade, representada no Congresso; o BC atuará, se o projeto for aprovado, à revelia da sociedade, pairando acima dos poderes republicanos, denuncia Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Divida. No Senado, a banca já conseguiu aprovar o projeto; conseguirá na Câmara?

Reinado da bancocracia

O BC passa a ser soberano em suas ações, à revelia do próprio governo, eleito, democraticamente, caso a matéria seja aprovada; o BC fere ou não a democracia, com essa nova legislação? com a nova lei, a banca vira  grande Tacão de Ferro, a garantir elevada a rentabilidade bancocrática no ambiente de recessão e desemprego acelerado; o BC autonomiza-se, com sua Independência, no cenário republicano; a grande pergunta, nessa altura do campeonato, é: seria conveniente colocar em segundo plano a preocupação nacional, focada no coronavírus e na busca da vacina, para tentar vencê-lo, a fim de priorizar os interesses absolutistas da bancocracia? O custo de manutenção, para os cofres públicos, exigido pela banca é sustentável? O BC e sua controvertida política monetária já é motivo de discussão internacional; o fundamentalismo econômico neoliberal assemelha-se ao fundamentalismo religioso que toma conta das políticas de gênero, dignas da Idade Média obscurantista; o mundo pratica juro baixo e ativa relativamente a inflação, para não entrar em bancarrota de novo; o Brasil persegue o oposto; a imprensa nacional e internacional já fala que o BC virou maior fonte de déficit público e de insegurança jurídica ao praticar política monetária dessintonizada da realidade global; o Centrão, que Arthur Lira quer levar para a sucessão de 2022, com chances de vitória, conseguirá carregar nas costas o desastre neoliberal que põe o Brasil na contra mão do mundo?

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